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Estudo: 83% dos trabalhadores preferem um modelo de trabalho híbrido

Enquanto as empresas planejam o retorno presencial da força de trabalho, a grande maioria dos colaboradores deseja contar com um modelo de trabalho híbrido. Segundo uma pesquisa realizada pela Accenture, 83% dos trabalhadores preferem um modelo híbrido no qual há flexibilidade para trabalhar remotamente entre 25% e 75% do tempo.

O levantamento entrevistou 9.326 trabalhadores em 11 países, incluindo o Brasil, e mostrou que 40% deles sentem que podem ser produtivos e saudáveis independente da modalidade de trabalho. “Há um novo padrão na força de trabalho pós-pandemia: o funcionário que se diz produtivo trabalhando de qualquer lugar”, comentou Patrícia Feliciano, diretora de Talento e Organização da Accenture na América Latina.

Este perfil, segundo a executiva, consiste em indivíduos que permanecem produtivos, seja no escritório ou em casa, e que possuem recursos pessoais e organizacionais. “Como líderes responsáveis, precisamos direcionar o futuro do diálogo de trabalho não apenas para a localização, mas também para abordar o que impulsiona a produtividade, a saúde e a resiliência de nosso pessoal”.

Apesar disso, a definição de um modelo híbrido que atenda às diferentes gerações constitui um desafio para as organizações. Três em cada quatro pesquisados da geração Z (74%) querem mais oportunidades para colaborar com os colegas cara a cara, enquanto esse aspecto é menos importante para geração X (66%) baby boomers (68%).

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De acordo com o estudo, o que difere os trabalhadores produtivos de qualquer lugar (40%) daqueles que estão desconectados e frustrados (8%) não é o estresse, mas a disponibilidade de recursos individuais e organizacionais para ajudá-los a serem produtivos de qualquer lugar. Esses recursos variam de autonomia de trabalho e saúde mental positiva à liderança de apoio e uma organização digitalmente madura.

As empresas que abraçaram a produtividade de qualquer lugar estão colhendo os frutos. Cerca de 63% das companhias que registraram aumento na receita já ofereceram os modelos de trabalho de qualquer lugar, conhecido também como “anywhere office”, no qual o funcionário escolhe se quer trabalhar remotamente ou no local. Por outro lado, quase 70% das empresas com crescimento negativo ainda estão apegadas ao trabalho presencial.

“As pessoas que têm a opção de trabalhar em um modelo híbrido são mais capazes de gerenciar os desafios de saúde mental, têm relacionamentos de trabalho mais fortes e planejam ficar com suas empresas por muito tempo”, ressalta Patrícia.

A diretora da Accenture lembra que muitas conversas sobre o futuro do trabalho ainda giram em torno da localização quando, na verdade, os líderes deveriam se perguntar como desbloquear o potencial das pessoas em qualquer lugar.

Para moldar um futuro de trabalho, o foco deve ir além da localização física, de modo que os gestores devem buscar recursos para viabilizar esse processo como: modernização das políticas e práticas de RH; definição de um modelo de trabalho orientado a pessoas, com apoio psicológico; desenvolvimento da fluência digital, com treinamentos para aperfeiçoamento de habilidades; e a capacidade de liderar com humanidade. Nesta última, os líderes são responsáveis por ambientes nos quais uma diretoria moderna, o CEO e todo o alto escalão trabalham juntos, não importa onde estejam.

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