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Estudo: 70% dos brasileiros pretendem usar Pix para pagamentos

Quase 70% dos brasileiros preferem realizar seus pagamentos via Pix em farmácias, supermercados, padarias e serviços médicos. Os dados são de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (2) pela Zetta, associação de empresas de tecnologia que atuam com serviços financeiros digitais. O estudo, baseado em uma pesquisa do DataFolha, destaca o potencial massivo de uso para o meio de pagamento no país.

Desde o lançamento em fevereiro, o Pix já soma 254 milhões de chaves cadastradas, sendo 95,9% de pessoas físicas, e 4,1% de pessoas jurídicas, revelou o Banco Central em junho. O mapeamento indica que 70% dos cadastros para utilização do meio de pagamento são representados por jovens entre 18 a 24 anos, enquanto os idosos, entre 60  a 79 anos, respondem por 24%.

“A aderência do Pix atualmente está com o público mais acostumado com a utilização de serviços financeiros digitais, evidenciando a importância da educação financeira e a familiaridade com a tecnologia no Brasil”, frisou Bruno Magrani, presidente da Zetta.

E quanto maior o uso de tecnologia, maior aderência ao Pix, tanto que 40% dos brasileiros que consomem produtos e serviços via Pix afirmam realizar pagamentos exclusivamente por meio online, contra 17% de forma presencial.

Leia mais: 88% dos brasileiros compram online. Maioria prefere roupas e calçados

O meio de pagamento está mais presente na rotina dos escolarizados (80% entre os que têm ensino superior possuem chaves cadastradas) e com maior poder aquisitivo (75% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos).

No total, 96% dos entrevistados disseram que conhecem o Pix ou já ouviram falar sobre ele. Desses, 49% afirmaram ainda que possuem chaves cadastradas na plataforma em pelo menos uma instituição financeira. Nas regiões metropolitanas, esse número chega a 57%.

Para Magrani, o uso do Pix representa um marco no modo como o indivíduo lida com as suas finanças. “Há uma série de novas funcionalidades em desenvolvimento, que deve ajudar a diversificar os usos do Pix, especialmente para pagamentos no comércio, indo muito além de apenas transferências entre pessoas, finalidade que já se consolidou logo nos primeiros meses de operação da plataforma”.

Entre os entrevistados para o estudo, 92% já usam o Pix para transferências e 73% para pagamentos de produtos e serviços; entre esses 73%, 67% utilizam a plataforma como forma de pagamento para pessoas físicas e 57%, para pessoas jurídicas.

Comércio

O Pix ainda tem muito espaço para avançar entre comerciantes e trabalhadores informais, já que muitos utilizam suas chaves como pessoa física para receber pagamentos. Para François, os pequenos empreendedores enxergam valor no Pix para vender mais, mesmo com o uso das chaves, e isso deve avançar a partir do momento que temos novas iniciativas que visam zerar a taxa do Pix para máquinas, QR Codes e aplicativos.

Vale observar que em apenas cinco meses desde o lançamento, o Pix já havia superado a quantidade de boletos liquidados, TEDs, DOCs e cheques somados no Brasil.  No entanto, a alta desbancarização no Brasil representa um dos principais gargalos para o futuro do Pix.

De acordo como estudo, 13% dos participantes não possuem nenhum produto financeiro. “Não há dúvidas de que o Pix caiu no gosto dos brasileiros e é uma plataforma que veio para ficar. Mas barreiras complexas como a desbancarização e a desconfiança por falta de conhecimento financeiro digital são gargalos importantes para sua adesão total”, finaliza Magrani.

A pesquisa do Datafolha conversou 1.520 pessoas de todas as regiões, entre 18 a 70 anos, pertencentes a todas as classes econômicas. As entrevistas foram realizadas entre os dias 25 de maio e 10 de junho.

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