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Esqueça seus produtos. Capital humano é o bem mais valioso das empresas

O mercado corporativo passa por diversas mudanças ocasionadas pela globalização. No entanto, a abordagem que as empresas devem assumir para atrair profissionais e desenvolver capacidades para que eles sejam capazes de atuar nesse cenário ainda causa dúvidas em muitos profissionais. O executivo da Korn Ferry, Guilherme Maciel, elencou algumas das práticas mais adequadas para essa transformação durante o painel “Valor do capital humano na era digital”, apresentado na manhã desta terça-feira (25/11) no IT Forum Expo/Black Hat, que acontece até amanhã (26/11) em São Paulo.

De acordo com o executivo, a tendência do momento é que as companhias busquem migrar suas atividades para o mundo digital, em busca de mais velocidade, volatidade e escalabilidade. Entretanto, é preciso entender as características de cada negócio antes de colocar as ações disruptivas em prática. Para Maciel, com a mudança no perfil dos negócios, os produtos deixaram de ser o bem mais importante das companhias e os colaboradores tornaram-se o principal foco, visto que são eles que vão direcionar as ações da companhia e desenvolver produtos que sejam adequados aos mais diferentes tipos de públicos.

Atualmente, os desafios são vinculados a questões globais, pois os produtos terão escala mundial. Por isso, empresas que não trabalharem seus negócios com essa mentalidade não conseguirão obter sucesso, já que elas não entenderão como ajustar seu negócio para outros mercados.

A evolução desse cenário acontece em cadeia. “As empresas geralmente aliam a estratégia de negócios com a de gestão de talentos, esperando que esse posicionamento traga crescimento. Porém, para isso é preciso que a empresa se diferencie. Para se diferenciar, é preciso inovar. Porém, para inovar é necessário buscar diversidade. Por fim, não há diversidade sem levar em consideração a inclusão. Tudo isso passa por uma liderança correta para obter os resultados desejados”, explica o executivo.

Outro ponto importante é acreditar na estratégia para que ela seja bem-sucedida. Maciel ressalta que
é relevante ter uma equipe com mentalidades, etnias, gêneros e personalidades diferentes trabalhando juntas, o que deve gerar vantagens competitivas por ter ideologias contrastantes unidas em prol de um único objetivo.

Desafios de cada organização

Cada negócio possui particularidades e desafios condizentes com a sua forma de atuação. Segundo Maciel, é possível dividir essas companhias entre as que já nasceram digitais, definidas como “born digital”, e as que estão se tornando digitais, as “becoming digital”.

Para as companhias que já nasceram inseridas nessa realidade, o executivo destaca que os principais obstáculos a serem superados é manter a inovação, visto que ela já nasceu imersa em uma cultura disruptiva, explorar cada vez mais a utilização de dados estruturados e Big Data e levantar fundos para viabilizar o desenvolvimento das ideias que possam surgir ao longo do processo criativo.

Já para as companhias que estão mudando sua forma de atuação, Maciel salienta que é importante que elas estejam preparadas para a disrupção, pois será preciso aceitar o novo modelo de negócios, independentemente de qual seja o antigo. Também será necessário alinhar o conhecimento de tecnologia nas organizações. Além disso, com a facilidade no acesso às informações e produtos, os clientes tornaram-se muito mais exigentes, o que força as empresas a aumentarem o nível de excelência de seus serviços.

Maciel conclui a análise enfatizando que, apesar dos pontos citados serem importantes para que a empresa enfrente essa nova tendência corporativa, é necessário contar com um líder capacitado para realizar a integração desses diferentes tipos de profissionais em busca de um objetivo comum.

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