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Espiões já incluem smartphones e conexões sem fio em investigações

Espiões norte-americanos também estão seguindo a trilha rumo à digitalização e passando a usar tecnologias digitais para realizar suas investigações. Segundo um funcionário da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial dos Estados Unidos (NGA, na sigla em inglês), a entidade está agora lançando mão de instalação de conexões sem fio seguras, iPhones e tablets em suas atividades diárias.

Matt Conner, direto-adjunto de segurança da informação da Agência, disse em entrevista à Bloomberg que a NGA já fornece inteligência para outras partes do governo a partir de mapas com imagens de satélite de desastres nacionais. Essas agências estão trabalhando com o diretor de Inteligência Nacional para estudar uma forma de maximizar o uso de redes sem fio seguras e dispositivos móveis, mantendo a conexão de que espiões precisam para executar seus trabalhos.

A agência também está “movendo-se rapidamente” para levar serviços para a nuvem com a Amazon Web Services (AWS) em suas redes e trabalhando com a Microsoft para incluir outros recursos de cloud.

Além disso, a NGA desenvolveu aplicativos móveis internos para os funcionários, bem como alguns apss disponíveis ao público na App Store na Google Play. Sua atuação móvel incluiu ainda ajuda em situações de desastres naturais.

Conner supervisiona a segurança cibernética de grandes arquivos digitais e de transmissão de dados de inteligência. NGA usa criptografia para comunicação de longa distância entre as agências, bem como para as imagens de suas bibliotecas, disse ele. Sua equipe de algumas centenas de funcionários civis e também tem sistemas que rastreiam malwares em dados coletados em redes sociais.

Assim como acontece com outras agências militares, as redes de computadores do NGA são alvo de ameaças de outras nações, de acordo com Conner, que não quis citar países. Assim, a agência conta com um verdadeiro arsenal tecnológico para se proteger delas.

A agência também leva ameaças internas bastante a sério após os vazamentos realizados por Edward Snowden, que trabalhava para a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). “Estamos conscientes dos insiders“, disse Conner. “Temos um programa muito robusto para gerir nosso ameaça interna, reforçado pelo caso Snowden há três anos”, finalizou.

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