É comum ouvir empresas dizerem “nós temos uma grande cultura”. Mas o que isso significa? Mesas de pingue-pongue, refeições gratuitas e cerveja? Não. Yoga, aulas de crossfit e cadeiras de massagem? Também não. A promessa de fazer parte de uma equipe de crescimento acelerado e incentivada pelos rendimentos? Mais perto, mas ainda não.
Segundo o artigo de Melissa Daimler, especialista em lideranças organizacionais, publicado no Harvard Business Review, a cultura é muitas vezes é “a maneira como as coisas são feitas”. Entretanto, para ser útil de verdade, precisamos ser mais específicos do que isso. Trabalhando em RH há mais de 20 anos, a especialista destaca três elementos importantes para uma cultura: comportamentos, sistemas e práticas, todos guiados por um conjunto abrangente de valores da empresa.
“Uma grande cultura é o que você obtém quando todas as três estão alinhadas e se alinham com os valores adotados pela organização. Quando as lacunas começam a aparecer, é aí que você começa a ver problemas — e vê grandes funcionários saindo”, explica Melissa.
Essas lacunas podem assumir muitas formas. Uma empresa pode adotar um “equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, mas não oferecer licença paternidade/maternidade remunerada ou esperar que as pessoas fiquem acordadas até tarde todas as noites respondendo demandas. A empresa pode adotar ser uma organização de aprendizagem que desenvolve pessoas, mas que não dá às pessoas tempo para realmente estudar.
Lacunas como essas nunca são resolvidas. Então, como consertamos uma cultura? Um ponto de partida é analisar os comportamentos, sistemas e práticas em vigor na empresa.
Melissa cita ainda outros pontos de atenção:
Cultura leva tempo para definir e demora trabalho para executar. Mas, se o tempo for gasto realmente compreendendo os comportamentos esperados em toda a organização; identificando os sistemas e processos que continuarão a ajudar esses comportamentos a serem expressos e sustentados; e moldando as práticas que ajudam os funcionários e a organização a se tornarem melhores, a empresa poderá preencher lacunas culturais e impedir que os melhores profissionais digam: “sei que é uma ótima cultura, mas estou indo embora”.
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