Conquistar uma promoção é sempre um grande prazer na carreira. Mas no momento em que uma pessoa passa a ser chefe, é hora de começar uma nova fase e abandonar o velho chapéu. De baixo da nova aba, um novo chefe precisa fazer escolhas, entre elas, se pretende ser um gestor de pessoas ou um líder.
?Quando uma pessoa é promovida em um sistema hierárquico, ela é promovida ao seu nível de incompetência?, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Mata. Ou seja, as habilidades que o profissional tinha até então, que faziam com que ele fosse o melhor, não contam mais. É necessário se desenvolver e buscar novas habilidades relacionadas à sua nova função.
Para isso, em primeiro lugar, é fundamental reconhecer o papel dele naquela posição. ?Saber o que é esperado pelos seus subordinados e pelas pessoas hierarquicamente acima é imprescindível?, ensina o especialista em desenvolvimento pessoal do Instituto União, Saulo Fong.
Tendo seu papel claro, e para isso vale tentar colocar sua função no papel, busque aprimoramento. Para Fong, um dos focos mais importantes neste momento deve estar em entender as várias faces do relacionamento humano, olhar para si e encontrar as lacunas para estabelecer bons relacionamentos.
?Se o profissional pretende ser mais que um gestor, se quer se tornar um líder é preciso investir a maior parte do tempo e da energia em aperfeiçoar a si mesmo: sua ética, seu caráter, seus princípios, sua motivação e sua conduta?, recomenda o consultor da Wisnet Consulting, Vinicio Chechetto. Para ele, se as atitudes e o discurso não são coerentes, ela jamais será um líder.
Em segundo lugar, um chefe ou gestor que pretende se tornar um líder precisa construir pontes e relações com seus pares. ?Construir parcerias de eficácia, alinhadas com as estratégias da empresa; interagir com os pares, alimentando um verdadeiro companheirismo que possa impulsionar a sinergia com outras áreas?, explica Chechetto.
Mas fazer os companheiros de sua equipe entenderem e compreenderem os princípios que devem nortear o trabalho não pode ficar para trás. Afinal, os líderes devem criar ambientes de aprendizagem, aproveitando todas as oportunidades, principalmente a partir da experiência e conhecimentos coletivos.
A forma de encarar o trabalho também precisa mudar. É importante vê-lo como parte de uma missão, não somente como uma carreira, ensina Chechetto.
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