O sistema é fruto do projeto Cyber Escolas, que a Secretaria de Educação de Goiás está implantando na rede de ensino com o objetivo de promover a inclusão digital. “Além dos alunos, os laboratórios poderão ser abertos à comunidade”, explica Cláudia Tomaz, gerente de tecnologia da informação da Secretaria de Educação de Goiás.
Para o armazenamento remoto dos dados, a secretaria contratou a solução de datacenter da Brasil Telecom, operadora que oferece soluções convergentes. Cláudia conta que o projeto inclui um software de boot remoto, localizado no servidor. “Este aplicativo guarda imagens e as distribui para as máquinas. O aluno trabalha normalmente, como se o computador tivesse um HD, mas o sistema fica transparente para ele”, destaca. Cada aluno tem 10 megabytes de espaço no data center, que acessa através de login e senha.
Segundo Cláudia, a grande vantagem do boot remoto é que evita desconfigurações nas máquinas. “Se o usuário comete algum erro, basta voltar a carregar a máquina”, conta. O resultado é economia em help desk e manutenção dos computadores.
Atualmente, o sistema está implantado em 100 laboratórios, com 22 estações em cada, espalhados pela rede de ensino médio de Goías. A adoção do sistema de máquinas diskless com alocação de dados no data center da Brasil Telecom começou há um ano atrás.
“Nos laboratórios tradicionais, com computadores completos, os problemas são muitos. O custo da manutenção é alto, pois o aluno grava seus dados no HD da máquina, que precisa ser atualizada o tempo todo. Os usuários que têm poucos conhecimentos de tecnologia podem cometer erros e desconfigurar o PC facilmente, ou apagar dados indevidamente. O aluno não tem mobilidade, já que depende de usar sempre a mesma máquina”, enumera Claudia.
Nesta primeira etapa do projeto, Cláudia informa que a Brasil Telecom doou todo o hardware e a infra-estrutura de TI necessários para o funcionamento do sistema. Em contrapartida, a secretaria de educação de Goiás paga pelo serviço de data center oferecido pela empresa.
Nos próximos meses, o programa será extendido para outras escolas. “Estamos em fase de licitação para contratar os serviços para mais 200 laboratórios e também a parte do data center. A previsão é que o trabalho comece em março”, adianta Cláudia.
De acordo com Cláudia, serão investidos 29 milhões de reais, incluindo itens físicos como hardware, mobiliário, ar-condicionado, rede elétrica e a infra-estrutura das escolas, além do software e do serviço de data center.
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