Inovação é um tema recorrente e de fórmula “desconhecida”. Como algumas
empresas conseguem criar um DNA de inovação e outras padecem à margem da
tentativa? Sem tentar responder a todas as facetas dela, vou tentar
trazer alguma luz às boas práticas de incentivo à inovação entre os
funcionários.
Claro que a remuneração financeira, como bônus e stock options,
são elementos importantes no alinhamento dos colaboradores com as metas
globais da empresa, mas não são suficientes na criação de um ambiente
de criatividade e inovação. Por vezes até, incentivos financeiros muito
focados no curto prazo prestam um desserviço à inovação e à saúde da
empresa no longo prazo.
Fundamental, então, é a criação de um ambiente positivo, que estimule a
geração de novas idéias, sem penalizações por conceitos absurdos. O
time, como um todo, deve se sentir co-criador e dono da empresa ou
produto, responsável pelo seu sucesso ou fracasso e candidatos a receber
a glória pela superação das expectativas no mercado.
Agora, como fazer isso? Na minha experiência, é tudo questão de cultura
e atitude, muito determinada pelas ações e postura dos ‘chefes’. Aqui
cabe a diferenciação entre o líder e o gerente. O líder estimula a
inovação, trazendo sua visão e incentivando, energizando e inspirando
seu time, enquanto o gerente tende a mandar fazer do jeito dele. Ou
seja, a postura do gerente é um inibidor natural à criação.
Portanto, na próxima vez que você estiver tocando uma reunião, analise um pouco sua postura:
• Criei um ambiente positivo e não ameaçador para novas idéias?
• Fui como um líder ou um gerente?
• Estimulei, energizei, inspirei aos colaboradores em compartilhar a visão da empresa?
• Consegui deixar a sensação do projeto ser de todos e não só minha?
• Tenho sido um catalisador ou inibidor da inovação?
Aproveito para deixar um pensamento que levo comigo. O gerente tenta
segurar a sua cadeira e seu título na empresa, se sentindo ameaçado que
tomem seu lugar. O líder vive para tornar sua posição obsoleta, dando
espaço para o crescimento de sua equipe e assim, naturalmente, ser
alçado pelo seu time à busca de novos voos.
(*) André Bianchi Monte-Raso é especialista
em estratégia, start-ups e desenvolvimento de negócio, consultor de
grandes grupos de mídia, tecnologia e Telecom
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