Empresas tendem a investir em redes privadas de comércio

A pesquisa, apresentada em conferência realizada em Boston, mostra que o número de executivos do segmento de B2B que planejam usar redes privadas de comércio para colaboração supera o daqueles que pretendem concentrar esforços em recursos associados à compra. Analistas da Jupiter afirmam que a mudança dos modelos de transações para as PTNs colaborativas oferecerá às empresas um retorno melhor sobre seus investimentos a curto prazo, possibilitando que compradores e vendedores invistam em qualidade e aumentem a eficiência de seus produtos e processos de manufatura antes de atender as metas de mais longo prazo de transações B2B financeiramente eficazes.
Tim Clark, analista sênior da Jupiter, afirma que as PTNs não atingirão seu potencial a longo prazo se forem utilizadas como aplicações isoladas. “A conexão mais estratégica se estabelece entre as PTNs do lado do suprimento, que monitoram os níveis de estoque, e as PTNs do lado da demanda, que conectam os fabricantes aos vendedores ou usuários finais. Combinadas, elas podem proporcionar visibilidade ao longo de toda a cadeia entre compradores e produtores, além de permitir que os vendedores façam previsões de demanda.”
Segundo os analistas, as empresas que estão desenvolvendo PTNs devem implementá-las em fases e devem considerar o uso de marketplaces independentes e marketplaces patrocinados pelo setor para hospedar algumas de suas funções de PTN. A confidencialidade dos dados que estão sendo compartilhados deve ser o critério base para decidir se uma aplicação deve ser mantida internamente ou terceirizada.
