Relatório conduzido pelo Instituto de Transformação Digital da Capgemini mostra como a busca por vantagem competitiva fez com que empresas transferissem o foco de suas atividades de análise de dados dos processos voltados aos clientes para operações de backoffice nos últimos três anos.
O levantamento, do qual participaram 600 executivos de companhias com sede na Alemanha, China, Estados Unidos, França, Países Baixos, Países Nórdicos e Reino Unido, indica que 70% delas agora aplicam mais ênfase na análise dos dados operacionais do que na do consumidor.
No entanto, implantações mais amplas permanecem limitadas, e o sucesso, mais ainda: apenas 18% conseguiram implementar a análise de dados em todas as suas operações e conquistar os objetivos desejados.
A diretora de Big Data da divisão global de Insights & Data da Capgemini na Europa, Anne-Laure Thieullent, avalia que apesar do foco, existem fatores que limitam o sucesso desses projetos, como conjuntos de dados isolados, modelos de governança frágeis, incapacidade de controlar fontes de dados de terceiros e ausência de comando sólido das equipes de liderança.
O estudo identificou que companhias dos Estados Unidos não são somente são as mais avançadas no quesito, como também são as mais bem-sucedidas: 50% já conquistaram benefícios da análise de dados operacionais, se compradas a apenas 23% das empresas chinesas.
Um fator que contribuiu muito para o sucesso das empresas norte-americanas foi o foco no estabelecimento de processos eficientes voltados aos dados e à governança, revela a pesquisa. Entre essas empresas, 47% tornaram a análise de dados parte integrante do processo de tomada de decisão, contra apenas 28% das europeias.
Entre organizações que estão à frente em iniciativas de análise, as consideradas revolucionárias obtiveram, por exemplo, abordagem integrada para lidar com os dados, uso de grande variedade de dados e análise de dados como um componente essencial do processo de tomada de decisão.
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