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Empresas brasileiras de TI precisam ampliar internacionalização para exportar mais

Empresas de tecnologia da América Latina, especialmente do Brasil, precisam aumentar o nível de internacionalização por meio de exportação de produtos. A afirmação é de Roberto Mayer, fundador e CEO da MBI desde 1990, colunista do IT Forum 365 desde 1999, vice-presidente da ALETI e vice-presidente de relações públicas da Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional). Mayer apresentou os resultados do Censo do Setor de TI, durante o IT Forum Expo, evento realizado pela IT Mídia nesta semana em São Paulo. De acordo com o estudo, apenas 40% das companhias na região exportam. No Brasil, o número mostra um cenário ainda mais desafiador, já que somente 20% das empresas realizam esse tipo de processo.

“O Brasil tem um enorme desafio de conseguir se internacionalizar, pelo menos no mesmo nível de outros países e regiões. Esse é um processo extremamente importante para poder exportar e alavancar os negócios”, declara Mayer.

Na Europa, por exemplo, cerca de 80% das companhias realizam exportações, enquanto na África o número é um pouco menor, mas também muito à frente da América Latina – 75%.

O censo do setor de TI, realizado desde 2010, ouviu 945 empresa em 30 países- 87,6%  delas da América Latina e 55% do Brasil. “Começamos esse trabalho porque identificamos que havia uma lacuna de informação de como funcionam as empresas do setor de TI, e, desde o começo, queríamos comparar como somos em relação aos demais países”, explica. O estudo traz outros cenários como perfil das empresas, aspectos financeiros, recursos humanos e inovação.

Em termos de receitas concorrentes, a América Latina se destaca. Mayer aponta que metades das empresas consegue mais de 50% de seu faturamento por meio de receitas recorrentes.

Outro ponto que a América Latina deixa a desejar é nos investimentos em P&D: 25% das empresas dizem que sequer investem nessa estratégia, ante 15% dos países da Europa, por exemplo. No entanto, no velho continente, cerca de 25% diz que investe mais de 15% do seu faturamento em P&D, enquanto na América Latina o número é de 8%.

“Observamos um nível de investimento bastante baixo. Na América Latina, 50% das empresas dizem que investem menos de 1% de seu faturamento em P&D. Menos do que na atualização dos profissionais, por exemplo, por isso que o resultado acaba sendo baixo”, completa.                      

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