Empresas asiáticas respondem por 51% das importações do e-commerce no Brasil

Estudo realizado pela Americas Market Intelligence (AMI), a pedido da plataforma de pagamentos Nuvei, estima que os comerciantes asiáticos já representam 51% do chamado cross border (comércio transfronteiriço) no Brasil. Segundo a pesquisa, o Brasil está entre os 10 principais mercados de interesse para empresas varejistas da Ásia que buscam a expansão internacional, como a Shein, AliExpress, Shopee e Rakuten. O tamanho do mercado e a digitalização da população estariam entre as justificativas desse interesse.

“A América Latina é um mercado muito relevante para os comerciantes internacionais. O Brasil e o México, em particular, são atraentes por seu tamanho, dinamismo e padrões culturais que refletem os mercados asiáticos”, avalia Yuval Ziv, presidente da Nuvei.

O estudo ressalta que o e-commerce tem sido uma fonte de laços comerciais entre as regiões, com as empresas da região Ásia-Pacífico conseguindo vender para os mais de 300 milhões de compradores de comércio eletrônico da América Latina. Entre as principais tendências, o relatório projeta que o e-commerce no Brasil crescerá a uma taxa anual de 20% nos próximos anos, dando um salto de US$ 211 bilhões, em 2022, para US$ 432 bilhões em 2026. Hoje, o Brasil representa mais de 40% do volume total das vendas online na América Latina.

O estudo também relaciona o aumento das compras online com a adoção de novas formas de pagamento. Atualmente, 96% dos adultos relacionam-se com instituições financeiras ou fintechs no Brasil, o que propicia a adesão aos pagamentos online.

“Cada vez mais as empresas buscam expandir a atuação para além da região de origem, e a América Latina está no topo da lista de preferência, devido ao êxito alcançado pelas várias empresas que já optaram por esse caminho”, diz o executivo Rafael Lavezzo, vice-presidente comercial da Nuvei América Latina.

Para empresas asiáticas, a América Latina tem características parecidas às dos países da APAC, que têm mais de 40 jurisdições. Na Indonésia, por exemplo, há mais de 20 métodos de pagamento. Já os meios alternativos de pagamento adotados nos mais de 30 mercados da América Latina incluem iniciativas dos bancos centrais como Pix no Brasil e SPEI no México, além de uma infinidade de carteiras digitais.

“Até 2026, a digitalização da moeda na região permanecerá forte e os métodos de pagamento em dinheiro se estabilizarão. Com maior parte da população da América Latina fazendo suas compras online nos próximos anos, o cartão de crédito manterá seu destaque, seguido de perto pelas transferências bancárias, como o Pix e outras opções de pagamentos como BNPL (Buy Now, Pay Later) e criptomoeda”, acredita Lavezzo.

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