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Empresa vende energia em leilão virtual

Alcides Casado, diretor comercial da Duke, afirma que a escolha da Cybiz deve-se à relação custo-benefício. Segundo ele, a Duke já tem experiência na atuação em plataforma eletrônica no exterior e a solução da Cybiz foi a que melhor se adaptou aos objetivos da empresa. As soluções oferecidas referem-se a aplicações de c-commerce. Casado explica que o conceito é criar uma comunidade virtual com possibilidade de negociar dentro de padrões comuns, em colaboração, com o objetivo de aumentar a capacidade de fechar negócios devido à conectividade dos clientes.

O portal da Duke deverá utilizar, inicialmente, dois módulos de comércio eletrônico: o leilão virtual e o balcão de negócios. O leilão foi lançado em 14 de maio, com a apresentação do serviço e o cadastramento dos participantes, e está marcado para acontecer entre 2 e 12 de julho, com os lances dos interessados. Um dos destaques do leilão é operar com preço de reserva. Segundo Casado, esta modalidade consiste em estabelecer um preço mínimo, antes do início do leilão, que não é revelado. Ao final dos lances, o valor é divulgado. Caso nenhuma oferta atinja esse preço, o leilão não terá vencedores. “O principal objetivo do preço de reserva é obter uma visão da percepção de preço que o cliente final tem dos produtos,” avalia o executivo.

Para o primeiro leilão, voltado para pequenas e médias empresas, pelo menos 16 companhias já estão em processo de cadastramento. De acordo com Casado, esse número está acima do esperado pela empresa. Ele acredita que a procura dos serviços da Duke deve-se, em grande parte, à agitação do mercado provocada pela crise energética. “O cliente final está se mostrando muito confuso. A preocupação não é só a longo prazo, mas uma necessidade atual. O ambiente está conturbado, não dá para fazer uma previsão de como vai ser o comportamento do cliente nos próximos meses”, avalia.

A modalidade balcão de negócios ainda não tem data marcada para começar a funcionar. Casado prevê que a solução crie a possibilidade para a Duke fazer negócios com cada um dos clientes e incentive a negociação entre eles. A empresa está investindo cerca de US$ 20 milhões em comércio eletrônico e gerenciamento de riscos durante o período 2001-2002 no Brasil. A plataforma Web que a empresa está aplicando no país já recebeu investimentos da ordem de US$ 100 milhões no exterior.

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