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Empresa californiana de segurança chega ao Brasil com modelo que dispensa assinatura de antivírus

O cenário de segurança da informação é favorável para fabricantes, já que o número de ameaças cresce e empresas estão em busca de formas de se protegerem. E o Brasil tem-se posicionado como mercado emergente. De olho nesse quadro, diversas fabricantes estão desembarcando em solo nacional em busca de um pedaço do mercado de segurança.

Esse é o caso da Cylance. Nascida há quatro anos na Califórnia, no Estados Unidos, e fundada por ex-funcionários da McAfee, a proposta da fabricante segue linha diferente de outras empresas de antivírus, conforme explica Marcio Lebrão, country manager da Cylance no Brasil, que por aquase dez anos esteve à frente da operação da McAfee no Brasil.

Segundo ele, hoje, para que companhias se defendam de novos ataques, é obrigatório ter uma assinatura do exploit. O que acontece é que empresas tradicionais de antivírus não estão dando conta de escrever assinaturas e quem escreve malwares está sempre à frente. “O trabalho é reativo e sempre há negócios prejudicados em função desse modelo”, conta.

Usando inteligência artificial e aprendizado de máquina, a proposta da Cylance é dispensar esse modelo de assinatura. “Desenvolvemos um algoritmo que identifica o DNA do arquivo para analisar se ele tem algum tipo de malware. Assim, conseguimos simplesmente detectar ou bloquear a ameaça. Essa é a grande característica do nosso produto”, detalha o executivo.

Lebrão assinala que a tecnologia está no mercado há dois anos e conta com mais de 1 mil empresas clientes. Por enquanto, a solução é voltada para o universo corporativo, mas a ideia é que as próximas versões sejam disponibilizadas para o segmento de consumo.

Mesmo iniciando agora um trabalho mais efetivo no Brasil, Lebrão relata que companhias já têm ouvido falar da Cylance em solo nacional. Isso porque, em sua visão, o modelo atual de download de vacinas é insustentável, especialmente em grandes empresas que têm de fazer atualizações em milhares de máquinas. Esse processo, relata, consome não só banda, como processamento.

“Profissionais que trabalham com segurança e conhecem o problema da defesa reativa estão identificando oportunidades de melhoria em seus sistemas de proteção”, afirma, completando que a tecnologia da Cylance consome um décimo quando comparada aos antivírus tradicionais, detecta 99% das ameaças e evolui sozinha, em função de sua característica de aprendizado de máquina. “As ferramentas atuais de mercado não conseguem identificar vírus que não foram criadas assinaturas. No nosso caso é diferente.”

O country manager, aliás, afirma que a ferramenta da Cylance é muito mais do que um antivírus. “Não somos mais uma empresa de antivírus. Somos diferentes, entregamos solução completamente diferente, que facilita o uso por parte dos clientes, economizando recursos. Além disso, ela protege qualquer tipo de ameaça, mesmo Zero-Day”, assegura.

Estratégia
Lebrão afirma que seu desafio atual é buscar canais em solo nacional para iniciar a comercialização de forma mais ativa. “Estou credenciando um distribuidor e revendedores no Brasil inteiro”, destaca.

Com um mês de operação local, a fabricante conta, por enquanto, com uma equipe enxuta e por isso a aposta no ecossistema, que promoverá capilaridade. O executivo projeta rápido crescimento dos negócios, mesmo diante do cenário de instabilidade. “Quando o País estiver pronto para o crescimento, estaremos preparados para a retomada.”

Por enquanto, a Cylance não conta com ferramenta para dispositivos móveis. O próximo passo, contudo, prevê uma solução do tipo. “O primeiro movimento foi aproveitar o conhecimento desse mercado e o gap no segmento de desktops para depois entrar em mobilidade”, explica.

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