Lançado em outubro de 2014, a carteira digital da Apple deve ser responsável por transacionar 1 de cada 10 pagamentos globais feitos em cartão até 2025, de acordo com dados coletados pela firma de pesquisa Bernstein. Atualmente, o serviço é responsável por 5% das transações.
Com a tendência de estagnação das vendas de iPhones, a companhia de Cupertino busca aumentar a receita de seus serviços paralelos para se manter competitiva. E a divisão do Apple Pay pode ser um dos carros-chefes desse novo momento: segundo relatório financeiro da Apple, a companhia terminou o último trimestre de 2019 com receita de US$ 12,7 bilhões, aumento de 17% em comparação com o ano anterior.
E os resultados devem aumentar à medida que o mercado de pagamentos digitais cresce. Atualmente, US$ 1 trilhão é processado dentro dessa metodologia – número que, apesar de alto, ainda não chega perto aos US$ 14 trilhões transacionados anualmente por Visa e Mastercard.
Só nos EUA, o mercado de pagamentos por aproximação (com o uso de smartphones ou relógios inteligentes) deve chegar a US$ 1,5 trilhão em 2024. Atualmente, essa quantia está em US$ 178 bilhões no país.
Não é complicado entender o porquê de o serviço oferecido pela Maçã ter crescido em um ritmo forte: além de vir pré-instalado nos iPhones, a companhia desenvolveu uma tecnologia que habilita pagamentos via tecnologia NFC (por aproximação), enquanto os serviços mais famosos dependem de QR Codes.
Para um futuro não muito distante, a companhia espera conectar seus serviços de pagamento (em especial seu cartão feito em parceria com o banco Goldman Sachs) a plataformas de cash backs, além de permitir o pagamento de passagens de trens e ônibus com o aplicativo.
Olhando para a concorrência, o serviço não deve ameaçar processadoras como Visa e Mastercard, que ainda gerenciam uma quantidade muito maior de pagamentos. Mas o produto se mostra uma ameaça real para companhias como PayPal, que atualmente comanda essa modalidade de pagamento.
Em paralelo, o crescimento da carteira digital da Apple está sendo visto de perto por reguladores europeus, que querem entender se o modelo atual não monopoliza o mercado.
*Com informações do Quartz
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