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E-procurement, oportunidade de redução de custos

A relação dos benefícios ou o retorno sobre investimento (ROI)proporcionados pelas práticas de e-procurement é sem dúvida um dos pré-requisitos para alavancar os negócios realizados via Web, seja via compras indiretas (MRO – Maintenance Repair and Operations), compras de matérias-primas, gastos com logística ou investimentos em bens de capital.

Analisando-se o lado do comprador, os principais benefícios concentram-se na redução dos custos de aquisição dos insumos e dos gastos administrativos com compras – sobretudo os custos de transação -, assim como no aumento do giro de estoques.

Considerando os diferentes setores de indústria, a Goldman Sachs avaliou o impacto do B2B em alguns setores nos Estados Unidos, revelando os seguintes resultados:

– Redução de 10% a 20% do total dos custos na aquisição de matérias-primas do tipo commodity;

-Atualmente, as empresas tradicionais gastam cerca de 74% de seu tempo com atividades transacionais,como cotações e envio de propostas, e somente 7% desenvolvendo relacionamentos estratégicos com fornecedores;

-Possibilidade de ganhos com escala de compras. Atualmente, somente 35% dos contratos são negociados de forma centralizada, com o restante advindos de fornecedores não autorizados e adquiridos de forma fragmentada(maverick buying);

-Redução de 10% a 25% do custo administrativo do processo de compras

Avaliando por segmento industrial, a estimativa de ganhos seria da seguinte ordem: indústria química – 10%; mineração – 2%; telecomunicações – 5% a 15%; informática – 11% a 20%; componentes eletrônicos, 29% a 39%; madeira, móveis e papel – 15% a 25%; transporte, 15% a 20%; saúde – 5%; metalurgia – 22%; comunicação – 10% a 15%; petróleo – 5% a 15%; papel – 10% e aço – 11%.

Do ponto de vista do fornecedor, as vantagens vão desde ganhos de escala, maior centralização do mercado, maior exposição dos produtos e possibilidade de colaboração com compradores através da integração de toda a cadeia de suprimentos.

Diversos estudos indicam que a defasagem do Business to Business brasileiro com relação ao mercado americano é de aproxidamente dois anos. Pesquisa recente realizada pela Symnetics em 50 empresas brasileiras sobre a adoção do e-procurement revelou que, ainda que 40% das empresas estejam pré-dispostas a implementar uma solução de e-procurement, existem ainda uma série de barreiras enfrentadas pelo empresário brasileiro, cuja superação depende muito da maturidade dos diversos setores econômicos, tais como:

– Cultura por catálogos: os e-catalogs são uma prática bastante disseminada na Internet, no entanto no caso brasileiro seu uso é bastante restrito a alguns setores como o varejo, por exemplo,

– Risco de descentralização do poder decisório da área suprimentos: a facilidade de compras através da Internet faz com que compras indiretas, por exemplo, possam ser realizadas por qualquer funcionário dentro das empresas,

– Grau de desenvolvimento tecnológico e comprometimento dos fornecedores,

– Impossibilidade de realização do clearing completo da transação financeira, lembrando que o boleto de pagamento é uma particularidade brasileira,

– Logística e infra-estrutura de entrega insuficientes,

– Infra-estrutura de telecomunicações para suportar a solução de e-procurement,

– Implicações fiscais

A unanimidade das empresas brasileiras afirma que devemos estar no jogo em se tratando de e-procurement devido às oportunidades de ROI, mesmo enfrentando uma série de riscos no curto prazo.

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