Em um universo cada vez mais conectado, se a tendência aponta que geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupa vão se preocupar mais com sua agenda do que você, esse volume crescente de dados poderia dar uma dimensão de quão exaustivo será o trabalho de filtrá-los para fins de negócio.
Para Anderson Figueiredo, não é bem por aí. “Para que eu vou precisar de uma geladeira que me manda um e-mail?”, brinca o consultor, em uma das últimas palestras da 5ª edição do Premier 100 IT Leaders Conference, evento promovido pela Computerworld Brasil.
“É preciso desmascarar essa ideia de que todos esses dados vão valer alguma coisa. Dado só é bom quando pode gerar informação e ele tem que ser legível para isso”, acrescenta o especialista.
Caminhos
Uma das principais dificuldades ao traçar projetos em dig data diz respeito a sua própria matéria-prima – o desafio é saber “como” filtrá-la. Para Figueiredo, a IoT é a resposta para tal pergunta.
A ideia é simples. Sensores aplicados em um relógio inteligente vão fornecer, potencialmente, dados relevantes para soluções em saúde. Fontes distintas de dados – até mesmo aqueles gerados em redes sociais – poderiam tornar o projeto de análise em big data mais vagaroso e dispendioso. O foco é fundamental. “A IoT que serve é aquela que está mais próxima do nosso negócio”, explica.
É preciso, segundo ele, definir quais tipos de dados são interessantes para serem trabalhados e a partir daí ter na Internet das Coisas um mecanismo para peneirá-lo.
Como analogia, Figueiredo reforça que não adianta mais “pensar fora da caixa”. “No cenário atual, a referência de caixa não existe mais”, enfatiza.
“A IoT vai ser o grande viabilizador do big data. Por que eu vou ficar vendo dados de vídeos de Youtube para o meu negócio? Isso não leva a lugar nenhum. A solução está no cotidiano, no palpável”, aconselha.
Para saber mais sobre o evento e a agenda, confira no site www.itleaders.com.br. E acompanhe a cobertura do evento pelo Twitter @itleadersbrasil (#itleaders2015) e pelo site da Computerworld Brasil.
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