Para o estudo, foram consultadas 200 corporações com faturamento bruto médio de US$ 500 milhões por ano e aproximadamente cinco mil funcionários. Os dados obtidos mostram que as principais características responsáveis pela baixa penetração do sistema na América Latina são a falta de vínculo entre a iniciativa e a agenda de prioridades dos principais executivos, a dificuldade de demonstração prática do retorno de investimento, a falta de conhecimento das ferramentas e suas possibilidades tecnológicas para implementação, e a barreira cultural aliada à falta de comprometimento por parte das diversas camadas hierárquicas das organizações.
Para a PwC, os maiores obstáculos estão ligados à falta de uma estratégia de criação de valor e das questões culturais implicadas. Ignacio Fernandez Herrero, diretor da consultoria e responsável pela pesquisa, afirma que o uso das ferramentas de e-learning promove um melhor relacionamento e maior integração entre funcionários, fornecedores e clientes. O estudo destaca que duas entre dez empresas da região já experimentaram utilizar algum tipo de solução que provê ensino eletrônico. E o resultado é que as companhias que demonstraram um melhor aproveitamento são as que estão num estágio de migração do chamado modelo tradicional para o modelo de geração de valor, no qual a gestão de aprendizagem está inserida na estratégia competitiva e nas prioridades de negócios.
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