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E-commerce pode ser seriamente afetado por golpes online

Esse tipo de ataque geralmente começa com uma mensagem de e-mail identificada como sendo de fonte confiável, a exmplo de uma companhia de cartão de crédito ou uma grande rede varejista. Ao acessar um link dentro dessa mensagem, o internauta é direcionado a um site falso, que parece legítimo mas, obviamente, não o é. Então, é solicitado ao usuário atualizar suas informações cadastrais oferecendo, por exemplo, números de conta corrente e do cartão de crédito, endereços e até o nome da mãe (informação muito solicitada pelas instituições para verificar a identidade de alguém). O objetivo, claro, é usar as informações roubadas para ter acesso à conta e ao dinheiro da pessoa. As companhias mais visadas para falsificação, pelo menos nos Estados Unidos, são eBay, PayPal e Citibank.

De acordo com Avivah Litan, diretor de pesquisas do Gartner, 57 milhões de americanos já foram ou pensam ter sido vítimas de golpes do gênero – que, apesar de não ser novidade, está muito mais frequente. Mais de 70% de todos os ataques baseados em falsificação conhecidos foram realizados de outubro de 2003 para cá, sendo os últimos seis meses os mais intensos, respondendo por 16% do total.

Se o ritmo continuar assim, segundo Litan, a confiança do consumidor em relação a compras online será afetada e a taxa de crescimento de vendas online americano, hoje na faixa dos 20%, poderá decair rapidamenre, podendo chegar até a 10% em 2007 e tendo reflexos no e-commerce do mundo inteiro.

Para piorar, os bancos e compahias de cartão de crédito não estariam fazendo muita coisa, diz o Gartner: poucos planejam serviços de prevenção aos golpes. “Deve levar um ou dois anos para que se organizem devidamente.”

Os golpistas fazem isso porque geralmente são bem-sucedidos em obter informações pessoais e usá-las. Segundo Litan, há uma correlação muito forte entre as vítimas desse golpe de falsificação e aquelas que já tiveram suas identidades roubadas em outros tipos de ataques.

O executivo também afirmou que os ataques não são feitos em sua maioria por hackers amadores, e sim pelo crime organizado. E, o pior, a chance de serem capturados é ínfima: de uma em 700, de acordo com Litan.

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