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E-commerce movimentará US$ 2,7 bilhões no Brasil

“O crescimento no período foi menor do que o mercado queria, mas foi proporcional à economia do Brasil, não representando um ponto fora da curva. É um crescimento contínuo, sem ter um boom, dentro da estrutura e capacidade do País”, afirma Daniel Domeneghetti, diretor de estratégia da e-Consulting. Segundo o executivo, o Brasil não apresenta uma infra-estrutura tecnológica, nível de investimento e conjuntura macro-econômica para suportar uma explosão no comércio eletrônico.

Os dados da e-Consulting também mostram as diferenças no desempenho do B2B (business-to-business) e do B2C (business-to-consumer). A negociação entre empresas no Brasil movimentou US$ 1,6 bilhão em 2001, contra US$ 200 milhões em 1999. Em 2002, o B2B deve gerar US$ 1,9 bilhão, valor que deve saltar para US$ 4,9 bilhões em 2005.

Em relação ao B2C, o estudo concluiu que o setor negociou US$ 100 milhões em 1999, subindo para US$ 500 milhões em 2001. Para 2002, a previsão é de que o total chegue a US$ 800 milhões, crescendo para US$ 3,9 bilhões até 2005. “São dois mercados distintos que avaliamos com critérios diferentes. No B2B, o volume das movimentações é maior, e no B2C, o número de transações”, comenta Domeneghetti.

O diretor acredita que, atualmente, os marketplaces e fornecedores de soluções para comércio eletrônico têm mais chances de desenvolver seus negócios no segmento de materiais não produtivos, como o MRO. “Por enquanto, essas empresas têm uma penetração mais fácil no mercado brasileiro, porque facilitam o serviço de cotação”, defende. Para Domeneghetti, os portais para comercialização de material produtivo não decolaram ainda por uma série de fatores.

“As grandes companhias associaram-se entre si em marketplaces como o RubberNetwork, do setor de borracha, e o Transora, da indústria de bens de consumo. São negociações com contratos muito caros, com fornecedores de confiança. A Web ainda não é uma ferramenta para essas transações porque a indústria não está diluída para isso, mas será, porque parte do desenvolvimento do País passará pela diluição dos setores”, conclui o executivo.

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