Quando nos envolvemos em um projeto de inovação com um cliente, geralmente acontece uma rodada de entrevistas com os profissionais mais qualificados. Frequentemente, pessoas centrais na organização irão nos contar sobre o tempo que passaram discutindo o que é inovação e o que precisa mudar para melhorar os esforços de inovação daquela empresa.
Infelizmente, todo esse falatório não acompanha ações. Essa discussão sobre estratégias de inovação pode reduzir o ritmo da inovação real e, até mesmo, impedir que boas ideias cheguem ao mercado.
Não é culpa deles. Gestão de inovação consiste em um conjunto novo de habilidades ainda em evolução para os negócios. Está sendo moldado de acordo com a cultura de cada empresa, investigação acadêmica e ofertas de serviços profissionais. Portanto, não surpreende que o líder típico de negócio sinta que está ?perdendo? alguma coisa e hesite em agir.
Assim, aqui estão dois passos concretos que você pode dar como líder de negócio que irão permitir que seus funcionários ajam sobre ideias inovadoras. Esses passos trarão retorno mesmo que a gestão geral de inovação de sua empresa não seja madura o bastante.
1. Crie ambientes seguros onde seu pessoal possa praticar a inovação.
Em um artigo anterior, escrevi sobre ?Por que a inovação falha? (em inglês), sobre as tensões entre confiabilidade (protegendo e aperfeiçoando o que funciona) e possibilidade (abraçar o futuro). Qualquer um que receba ordens de inovar deve ter um ambiente seguro onde praticar e integrar.
Algumas empresas optam pela construção física de um ambiente de inovação, enquanto outras oferecem workshops para educar e imergir funcionários na linguagem e nas ferramentas de empatia com cliente e solução criativa de problemas. Qualquer que seja a abordagem, esses ambientes não devem ter relação com resultados relacionados a projetos.
Por exemplo, um de nossos clientes ganhou, recentemente, o prêmio CXPA 2013 da Customer Experience Professionals Association, por uma Sala de Experiência de Consumidor, desenvolvida para oferecer a todos os funcionários uma interação concreta com os segmentos de clientes. O resultado foi um aumento geral na satisfação dos clientes, calculada pelo Customer Experience Index, da Forrester, e pelas avaliações da J.D. Power.
2. Desenvolva um método acessível para protótipos.
Esse passo ajuda os profissionais a dominarem inovação em qualquer nível do projeto. As pessoas que rodam as operações diárias não estão acostumadas a desenvolver, rapidamente, um protótipo bom o bastante, que demonstre como a inovação seria sentida.
No entanto, esse tipo de protótipo é uma parte importante da construção do suporte que mantem a ideia da inovação na linha. Existem diversos métodos para criar protótipos de baixo custo que ainda mantêm detalhes suficientes para oferecer, aos outros, a mesma sensação que teriam com o produto ou serviço final e criar uma valiosa experiência de consumidor. Não precisa ser um protótipo físico; pode ser qualquer coisa, desde uma história em quadrinhos até um vídeo que simule uma interface. O único critério deve ser a eficiência em comprovar uma hipótese sobre uma ideia ? não, necessariamente, trazer a ideia toda à luz.
Por exemplo, um vídeo pode mostrar como um consumidor usaria um aplicativo móvel para solucionar um problema de serviço. Você não precisa que o protótipo traga essa informação neste estágio; precisa apenas mostrar aos seus colegas porque você acredita que essa função direcionaria vendas e satisfação de consumidor. As telas desenhadas para uso em vídeo também podem ser mostradas aos usuários para um feedback sobre o quão úteis elas seriam.
Um protótipo que explique a necessidade do usuário em vez da funcionalidade é particularmente valioso quando a empresa quer codificar um pouco da expertise interna em uma calculadora online ou em uma ferramenta de decisão de autoatendimento para os consumidores.
Por exemplo, um cliente nosso sentiu que seus consumidores gostariam de ver quanto um problema de saúde custaria em diferentes opções de seguro-saúde. Logo no início do plano de desenvolvimento, a equipe criou alguns protótipos que acabaram demonstrando que a empresa não estava preparada para codificar o nível de complexidade necessária para produzir custo específico por consumidor. O protótipo mostrou que os consumidores não achariam útil ver o quanto poderia custar; eles sentiram que seria mais útil mostrar o quanto iria custar. Assim, a empresa não levou o projeto adiante antes que estivesse comprometido com os recursos de suporte para oferecer aquela função mais complexa.
Portanto, se quiser que sua empresa comece a dominar a gestão de inovação, crie ambientes seguros para testar práticas de design centradas em consumidor fora do projeto; e, durante o projeto, desenvolva opções de protótipos que possam ajudar a julgar a eficiência com o mínimo de gasto possível.
Em geral, descobrimos que o pior inimigo da inovação é gastar tempo demais pensando sobre o que é a inovação em vez de colocar as mãos na massa.
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