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Dois anos após obter aporte, Zenvia aumenta faturamento em mais de 100%

Após ter recebido aporte da gestora de fundos de private equity Oria, BNDESPar e a DLM Invista, no valor de R$ 71 milhões, em 2014, a Zenvia, empresa brasileira de serviços móveis, conseguiu aumentar sua receita em mais de 100% — a empresa, de capital fechado, não divulga números financeiros. O apoio da Oria também acelerou o processo de consolidação da empresa no mercado de plataformas móveis por meio da aquisição de seu maior concorrente, a Spring Wireless, no início de 2015. A gestora de fundos também auxiliou no planejamento estratégico e indicação de executivos contratados pela Zenvia.

“O diferencial da Oria está ligado ao perfil dos sócios, que são empreendedores do segmento de tecnologia, ou seja, têm um olhar apurado do negócio e o intuito de multiplicar conhecimento e auxiliar empresas inovadoras em seu crescimento”, comenta o CEO da Zenvia, Cassio Bobsin, acrescentando que este foi o aspecto levou à escolha da gestora como investidora.

Com a expansão, após a compra da Spring Wireless, a Zenvia ampliou sua atuação nos segmentos financeiro e de serviços e encerrou 2015 com faturamento superior a R$ 270 milhões, um aumento de 75% em relação a 2014.

“A Zenvia se enquadrou em nosso escopo de investimento de empresas por operar no modelo software como serviço (SaaS), possuir receitas recorrentes, alta escalabilidade, margens positivas e por possuir um perfil inovador, que resolve o processo de negócios de uma cadeia de valor e, por fim, ajuda pessoas no dia a dia de suas atividades. Somado a isso e, considerado o mais importante, detém um time que tem visão, capacidade de execução e ambição em crescer”, explica Piero Rosatelli, sócio da Oria.

Para atingir a meta elaborada junto à Oria, a Zenvia vem trabalhando na ampliação de seu portfólio de produtos e em projetos de estruturação para o crescimento da empresa. “Após a entrada da Oria reforçamos a governança corporativa e a gestão da companhia, implementando ERP e organizando os principais processos de gestão, o que nos deu condições para nos tornarmos uma empresa mais robusta, experiente e capaz de gerar mais valor ao cliente por meio de produtos e tecnologias que ajudam na interação das empresas com seus consumidores”, ressalta Bobsin.

A Zenvia também planeja realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) até 2020, com as ações listadas na Bovespa, dentro das regras de listagem do Novo Mercado. Até hoje, nenhuma empresa brasileira do mercado de conteúdo móvel abriu capital, logo a Zenvia pode ser a primeira, o que seria um marco para esse setor no país.

A possibilidade do IPO, por sinal, foi um dos fatores que motivou o BNDES Participações (BNDESpar), braço de investimentos do BNDES, a investir na empresa em 2014.

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