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Do datacenter à nuvem: como essas tecnologias podem criar o melhor dos dois mundos?

Em cinquenta anos a história da tecnologia da informação se divide em três eras: a primeira foi a era dos monolíticos mainframes, quando poucas corporações tinham acesso ao processamento eletrônico de dados. Depois veio a computação pessoal e a internet, que com uma arquitetura distribuída provocaram uma revolução sem precedentes na sociedade. Hoje vivemos a terceira era, a transformação digital, que é habilitada por uma tecnologia que oferece flexibilidade, agilidade e disrupção nos modelos de negócio: a nuvem.

Sem dúvida, atualmente, cloud é um dos grandes aceleradores da transformação digital: em empresas de qualquer setor, é praticamente impossível planejar crescimento sem considerar a migração de algumas aplicações. Segundo estudo global da consultoria Gartner, 80% das empresas deverão desligar seus data centers tradicionais até 2025. Até 2019, 10% já havia feito. Este movimento não acontece à toa: os data centers são, de forma geral, menos flexíveis. O advento e a evolução da nuvem gerou uma forte demanda nas organizações que adotam o modelo tradicional de data center por uma arquitetura híbrida.

Apesar de conhecerem suas vantagens, algumas empresas ainda tinham dificuldade em abraçar o modelo devido a políticas de segurança ou necessidade de atendimento à legislação. Os avanços recentes, porém, permitem trazer a experiência cloud para dentro dos datacenters dos clientes. Dessa forma, podem usufruir da elasticidade e escalabilidade, utilizando o data center existente, até mesmo para os serviços de missão crítica. Um bom exemplo de quem está convivendo nos dois mundos é a Ânima, um dos maiores grupos de Educação do país, que aderiu ao novo formato e hoje está usufruindo de seus benefícios em segurança e adequação da capacidade computacional.

Com a possibilidade de utilizar todos as vantagens da nuvem dentro do seu datacenter, os gestores podem ter uma abordagem mais estratégica para apoiar seu negócio, como o atendimento a picos de demanda – como acontece durante os grandes eventos de compras do setor varejista, como o Natal – sem que haja ociosidade do sistema após período de alta demanda. O serviço pode ser contratado via assinatura e a capacidade do banco de dados é paga por uso, de acordo com o fluxo necessário.

Os estudos atestam a eficiência do modelo de cloud on-premise: empresas cujas aplicações de banco de dados estão rodando em nuvem nos data centers locais reportaram ao IDC redução de 47% de opex, retorno sobre investimento de 256% e ganhos de 40% em time-to-market. A implementação, que tipicamente leva uma semana para estar pronta para programação, leva agora dois dias em casos críticos. Em situações comuns, é possível iniciar os comandos no mesmo dia. Em todos os modelos, é isso que desejamos aos nossos clientes: eficiência e segurança para voos ainda mais altos.

*Marcos Pupo é vice-presidente sênior de Tecnologia, Oracle Cloud, Oracle América Latina.

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