Distribuição de TI: Proporcionando Inovações

 Por Marcos Coimbra*As últimas notícias que dão conta da “Guerra Cambial” abrem novos e interessantes paradigmas de discussão sobre como o mercado brasileiro irá se posicionar perante as disputas internacionas de comércio exterior.Em um mercado tecnológico que gerou de faturamento em 2009, somente entre as 200 maiores empresas, 149 bilhões de dólares, como trabalhar de maneira complementar entre as importações de grandes fabricantes e a indústria nacional”É interessante perceber que o crescimento do setor se deu em todas as pontas, dando consistência aos três pilares de desenvolvimento: produção, distribuição e comércio. Especificamente na distribuição, foi possível observar que o papel desempenhado pelo setor passou a ser cada vez mais protagonista. Com os fabricantes focados em pesquisar e criar soluções inovadoras e as revendas preocupadas em vender os seus produtos, a distribuição passou a ganhar espaço de maneira a consolidar um relacionamento cada vez mais efetivo com as principais marcas mundiais de tecnologia. Hoje, seria impossível imaginarmos um cenário onde revendedores tivessem que se preocupar com todo o trâmite de importação de novos produtos. Para o consumidor final, isso se traduziria em defasagem em relação aos grandes lançamentos e pouca opção de novidades hi-tech, principalmente com a velocidade e a dinâmica da inovação tecnológica nos últimos anos. Quando nós, distribuidores, conseguimos, através de negociações diretas, manter as revendas oferecendo o que há de melhor e mais moderno ao público consumidor, impedimos o gap tecnológico no mercado como um todo. Por meio destas importações, conseguimos suprir demandas que a indústria nacional ainda não tem suporte para atender plenamente.Vale ressaltar que pode e deve existir uma complementaridade de investimentos. Apesar da volatilidade cambial gerar distorções de médio e longo prazo, devemos saber que os importados, com efeito maior quando falamos de tecnologia, ainda correspondem a uma fatia considerável, que não será substítuida em curto prazo pela produção nacional. As distribuidoras que souberem enxergar um planejamento equânime entre produtos nacionais x importados, estarão levando ao mercado o que de melhor se produz pelas gigantes mundiais de TI, sem deixar de lado uma indústria brasileira que cresceu consistentemente nos últimos oito anos. Saber dosar esses investimentos é ponto primordial no nosso segmento. É interessante perceber que o ciclo virtuoso da economia só acontece quando há complementaridade entre estes fatores. O ganho de curto prazo e a falsa impressão de aumento no poder de compra, com certeza irão gerar distorções complicadas no futuro. Lembre-se que o investimento interno também irá retornar não só para você como para toda a cadeia. Por isso, saiba que os mercados se complementam entre si e é nossa função utilizar isso a favor de todas as partes envolvidas nas negociações. Marcos CoimbraVice-Presidente da ABRADISTI 

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