Categories: Notícias

Diplomacia pode ser a chave para conter o cibercrime

Há dois anos, o governo Obama anunciou uma estratégia para conter a espionagem on-line. A movimentação aconteceu logo após o país ter sido alvo de ataques chineses. A partir de então, a Casa Branca disse que aumentaria a consciência pública sobre as ameaças virtuais, incentivando o setor privado a fortalecer seus ambientes, protegendo dados comerciais, além de melhorar a legislação para roubos virtuais e financiando investigações.

A consciência pública para casos de crimes virtuais aumentou, mas os casos de invasões continuam. Tanto que o setor privado investiu US$ 665 milhões em prevenção de perda de dados no ano passado, de acordo com o Gartner, aumento de 15%. No plano legislativo, o Congresso norte-americano reforçou as penas para os condenados sob a Lei de Espionagem Econômica, elevando a multa máxima para indivíduos condenados de US$ 500 mil para US$ 5 milhões.

Em termos de aplicação da lei, o FBI passou a ter o crime digital como sua terceira prioridade, incluindo invasões que resultam em roubo de segredos comerciais, logo atrás do terrorismo e da espionagem. A agência relatou aumento de 60% em investigações secretas comerciais de 2009 até 2013.

Mas os esforços diplomáticos para envolver a China têm falhado, de acordo com informações do jornal The New York Times. A resposta da China tem sido que o país também é vítima de ataques on-line e a espionagem virtual mostra poucos sinais de diminuir.

No ano passado, 18% das 1.598 violações confirmadas analisados pela Verizon foram usadas para espionagem on-line, em comparação com os 22% dos 1.367 ataques em 2013.

Para James A. Lewis, especialista em segurança digital do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, nos EUA, que falou ao NYT, ainda há muito trabalho a ser feito para minimizar os ataques, mas talvez os Estados Unidos e a China não tenham atingido o ponto ‘máximo de dor’ para tomar medidas mais drásticas.

Diante de tantos casos de invasões, e até que diversas sanções sejam exercidas, os especialistas dizem que a única opção para reduzir a espionagem digital pode ser uma paciente diplomacia.

Lewis afirma que como os criminosos virtuais não vivem geralmente nos países atacados, não é possível prendê-los e países não estão sendo feitas guerras em razão disso. Portanto, diz, a chave é a persuasão e a pressão constantes. Pode ser um processo lento e pode não funcionar, mas é a única alternativa.

Recent Posts

Movida lança agente de IA no WhatsApp em parceria com a Meta e aposta em nova experiência de locação

A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…

15 horas ago

Oracle nomeia Marcelle Paiva como nova VP de vendas, Data&AI Hub na América Latina

A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…

16 horas ago

Mercado de IPOs de tecnologia ganha força com avanço da IA

O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…

16 horas ago

Oracle adiciona US$ 85 bilhões em contratos de IA e encerra trimestre com carteira recorde de US$ 638 bilhões

A Oracle encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2026 com resultados recordes,…

17 horas ago

Disputa entre Anthropic e OpenAI expõe divergências sobre o futuro da inteligência artificial

A disputa entre Anthropic e OpenAI ganhou novos contornos e se tornou um dos principais…

17 horas ago

Marketing B2B precisa se reorganizar para atender compradores mais autônomos, diz Forrester

As áreas de marketing B2B precisam rever sua estrutura operacional para acompanhar a transformação do…

18 horas ago