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Desastres tecnológicos: As empresas estão preparadas para a recuperação?

Falhas
ou sinistros podem acontecer a qualquer momento e reduzir todas as
operações de uma organização por horas ou dias, resultando em possível
perda de receita e produtividade, com impacto negativo na confiança dos
clientes. Ter um plano de ação integral em TI caso aconteça qualquer
grande interrupção – seja ela causada por inundação, incêndio, desastre
natural ou outro tipo de crise –  é extremamente importante para manter a
rentabilidade de qualquer negócio.

No
entanto, mesmo diante de desastres naturais como os ocorridos
recentemente em vários países da América Latina, muitos CIOs não parecem
estar preparando suas empresas para a possibilidade de enfrentarem
situações semelhantes com recuperação de dados. Qual seria, então, o
primeiro passo?

Plano integral de TI

As
empresas devem atuar de forma estratégica ao atribuírem recursos
durante a recuperação. Geralmente, elas começam transferindo e
carregando uma grande quantidade de dados, o que pode sobrecarregar a
largura de banda muito rapidamente. Por isso, é fundamental que o
departamento de TI dê prioridade aos sistemas críticos para poder
responder e atender aos clientes e, posteriormente, recuperar dados
suportados, como arquivos de e-mail, por exemplo.

Quando
se definem as prioridades para a DR (Disaster Recovery, sigla em inglês
para Recuperação de Desastres), o negócio é retomado de forma muito
mais rápida. E, às vezes, mesmo quando certos sistemas de TI estão
ociosos, a empresa ainda pode operar a partir de processos manuais ou
alternativos por certo período, dando prioridade àqueles que só
funcionam desta maneira.

Perguntas diante do desastre são decisivas

O
que a TI tem de levar em consideração é que, além do desastre em si, é
necessário se atentar para os incidentes do dia a dia, como uma queda de
energia ou um erro humano. Para determinar a ação a ser tomada, uma
pergunta é fundamental: “Quanto tempo vai demorar para restaurar os
sistemas e/ou dados afetados por esse incidente?”

A
partir daí, deve-se saber o que está sendo afetado e quanto tempo vai
demorar para ser restaurado. Uma análise aprofundada do desempenho ideal
em circunstâncias normais deve ser realizada para avaliar o dano e
calcular tudo o que é necessário para a recuperação.

Por
outro lado, testar o plano de recuperação de desastres é fundamental
para identificar problemas.  A pressão será altíssima durante um evento
real, e certos papéis e responsabilidades devem estar claros. Além
disso, é preciso se certificar de que não há problemas técnicos
subjacentes.

Proteção das informações físicas
Nem
o sistema de TI mais avançado do mundo será útil se a empresa perder os
dados e as informações essenciais para operar de maneira eficaz.

Por
outro lado, fazer cópias de segurança de documentos em papel é algo
complexo: qualquer incêndio, roubo, perda de arquivos ou dano causado
por água pode inviabilizar a recuperação.

Assim,
para que um plano recuperação de desastres seja bem aproveitado, é
necessário fazer backup de tudo o que é essencial para manter a empresa
em operação. Felizmente, existem sistemas integrados e eficazes para
converter documentos físicos em digital, com vantagens que vão além da
segurança e continuidade dos negócios. Migrar para fluxos de trabalho
digitais pode ajudar a evitar os processos de redução de produtividade
que estão atrasando o negócio.

Recuperação efetiva
Portanto,
para que as empresas consigam se recuperar de desastres tecnológicos, o
fundamental é definir as prioridades e os planos de ação antes que o
desastre ocorra. Algumas perguntas podem dar um bom caminho para a
identificação, tais como:

  • – Quais dados são necessários para recuperar o acesso o mais rápido possível e continuar/reiniciar as operações?
  • – Embora, obviamente, não se queira perder
    nenhum dado, o mais provável é que a maioria das informações seja mais
    antiga ou esteja arquivada, não sendo necessária imediatamente.

1 . Em quanto tempo recuperar o acesso?
Ao implementar a cópia de segurança e a recuperação de desastres, não
se pode negligenciar os aplicativos que usam os dados e os computadores
em que estão sendo executados. Os computadores portáteis padrão podem
fornecer software de escritório/web, mas também é aconselhável usar um
provedor de soluções que possa hospedar e executar os aplicativos
corporativos críticos ou fornecer soluções virtualizadas.

2 . O formato digital é a principal fonte de informações?
Os dados gerados em redes sociais e transações digitais, incluindo Big
Data, juntamente com as informações digitalmente nativas, são os
principais responsáveis pelo crescimento e pela multiplicação
exponencial das informações digitais. No entanto, ainda hoje, 95% das
informações gerenciadas por uma empresa são encontradas em documentos de
papel.

A
melhor estratégia é converter esses documentos de papel para uma versão
digital. No entanto, é preciso considerar que os documentos digitais
fazem parte dos processos empresariais que, geralmente, giram em torno
de documentos de papel. 

3 . Por que proteger as informações?

Manter
as informações da empresa e de todos os departamentos 100% protegidas
fará com que o negócio continue em operação e não haja perda de
dinheiro.

Se
é difícil para a TI reunir os preparativos e as habilidades exigidas
pelos executivos, para não mencionar os clientes, que estão igualmente
interessados em um rápido processo de recuperação, é necessário
considerar um parceiro externo de tecnologia que tenha experiência
estratégica e possa criar uma infraestrutura sólida, inclusive
protegendo os servidores físicos e/ou virtuais (VMware ou Hyper-V), além
de proteger automaticamente o datacenter para um site secundário ou
para a nuvem, com segurança, redução de custos,  agilidade,
disponibilidade garantida, distribuição geográfica das informações,
escalabilidade e flexibilidade.

 

(*) Crispín Velez é Leader Digital Transformation da Ricoh IT Services para a América Latina

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