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Depois de dois anos de espera pelo Google, Mozilla adota H.264 para vídeos

Quase dois anos depois de um pontapé, em sucesso, que levaria o Google à liberação da tecnologia codec de vídeo VP8 à comunidade open source , a Mozilla cansou de esperar por seu cavaleiro branco e se rendeu ao suporte para compressão de vídeo H.264, apoiado por Apple e Microsoft.

 

Tudo começou em 2010, quando o Google animou a comunidade de software livre ao confirmar que disponibilizaria a tecnologia codec de vídeo VP8, adquirida no ano anterior por meio de sua compra de On2, em uma base open source. O anúncio, que na época foi feito durante a conferência de desenvolvedores Google I/O, teve a participação do vice-presidente de engenharia da Mozilla, Mike Shaver, que apareceu no palco para dar US$ 120 milhões de presente ao gigante de buscas como uma bênção por suportarem padrões abertos.

 

Por ter resistido em implementar o padrão para compressão de vídeo H.264 no Firefox, a Mozilla se apoiou no Adobe Flash como uma tecnologia de retorno. Neste meio tempo, a fundação responsável pelo navegador Firefox  apostou  todas as suas fichas no código aberto WebM, que empacota vídeos VP8 com áudio Vorbis.  Mas com o abandono do Flash em dispositivos móveis, a organização ficou sem opções.

 

O CTO da fundação, Brendan Eich, caracterizou a batalha de vídeo na web como perdida. “O H.264 é absolutamente necessário para uma empresa que quer competir no mundo móvel”, escreveu.” Eu não acredito que podemos rejeitar o conteúdo H.264 no Firefox, no Android ou no B2G [sistema operacional baseado em web que a fundação está produzindo] e sobreviver à mudança para o celular.”

 

Isso não significa que a Mozilla deverá cobrar uma taxa dos consumidores que fizerem o download do Firefox para conseguir lidar com os licenciamentos de patentes que muitos acreditam que virá com a distribuição do código do H.264 no navegador. O executivo repetiu copiosamente que a fundação não forçaria as pessoas a pagarem pelo usor.

 

A ideia é se apoiar nas capacidades de decodificação no H.264, que é baseado tanto em hardware quanto em sistema operacional, que são construídos dentro do ambiente Android.  Essas mesmas capacidades estarão no B2G, o sistema operacional baseado em web que a Mozilla está produzindo. Presumivelmente, isso coloca o Google, como o desenvolvedor do Android e de fabricantes de plug-ins que providenciam suporte a H.264, na mira para quando, e se, advogados de patente vierem bater à porta da instituição.

 

Apesar de detestar patentes de software, Eich garante não ter problema com isso dentro do ambiente móvel: o H.264 é construído dentro de um hardware móvel agora e o suporte ao hardware WebM não chegará em tempo suficiente para ser relevante neste ano ou no próximo. “Perder uma batalha é uma experiência amarga”, assumiu o executivo. “Eu não vou dourar a pílula. Mas terei que engolir isso se quisermos ter sucesso em nossas iniciativas móveis. Falhar em mobilidade pode resultar em um declínio e irrelevância da Mozilla”, disse.

 

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