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Definição e adoção de políticas de segurança apresentam gap

Os profissionais de TI brasileiros afirmam que as políticas de segurança estão definidas em suas companhias, mas não têm tanta confiança de que seus ambientes estão protegidos contra ataques internos e externos, é o que revela o pesquisa feita pela Cisco na América Latina.

Quarenta e seis por cento dos entrevistados indicaram que, no Brasil, a alta gerência tende a considerar a segurança da informação uma área de alta prioridade. Na Argentina, por exemplo, o índice é de 15%. Além disso, entre os brasileiros, 81% afirmam ter uma política oficial de segurança em suas empresas.

Quando perguntados sobre a percepção do nível de segurança de seus ambientes, no entanto, os brasileiros não se sentem tão confinantes. Apenas 15% dos entrevistados afirmaram estar muito seguros – na Venezuela, a resposta foi dada por 41% dos profissionais. A diferença nas percepções contribuiu para que a nota do Brasil no Índice de Segurança da Cisco ficasse em 63 pontos, abaixo da média da América Latina, 64 pontos em uma escala que vai até 100.

O índice foi elaborado com entrevistas com 624 profissionais de segurança da informação e gestores de TI na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela.

Para Ricardo Ogata, gerente de soluções de segurança da Cisco América Latina e responsável pelo estudo, existe um gap entre a definição das políticas e a sua implementação. “Faltam ferramentas de gerenciamento, relatórios e mesmo políticas para controle de perdas”, comenta. “A sensação é de que se está seguro om as ferramentas implantadas.”

Praticamente todos os profissionais brasileiros (99%) informaram que utilizam logins e senhas para assegurar a integridade das informações, porém, outras ferramentas não têm tanto adoção. Eles também se mostram muito preocupados quanto às ameaças à segurança causadas por atuais e ex-funcionários. O acesso não autorizado de empregados a arquivos e dados, aliás, é uma das ameaças com percepção mais alta pelos brasileiros, com 71% dos respondentes afirmando que eles estão em níveis muito sérios ou extremamente sérios. Ataques de phishing / pharming, negação de serviço e perda de de dados em dispositivos móveis também tiveram níveis altos, mas ficaram abaixo dos 70%.

Na edição 206, a InformationWeek Brasil abordará a segurança da informação com um estudo exclusivo. Não deixe de ler.

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