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Déficit de competências assombra CIOs na era moderna

Em 1980 uma pequena porção de fornecedores e tecnologias dominavam o mundo da IT. Hoje, esse cenário cresceu drasticamente, com uma porção de novas arquiteturas de dados e aplicações, linguagens e ferramentas open-source que vieram para ficar – e para melhorar.

Mas os profissionais disponíveis no mercado, que antes se mostravam talentosas armas na corrida tecnológica, hoje se posicionam aquém do esperado. Criou-se, então, uma lacuna entre as habilidades que a nova TI requer e as que os atuais talentos possuem – e esse déficit de competências é uma das principais preocupações dos CIOs na era moderna, como observa o autor do livro “The U.S.Technology Skills Gap”, Gary Beach, em sua coluna para o CIO Journal.

No passado, a TI era definida pela Primeira Plataforma: o mainframe, o minicomputador e aquele terminal de tela verde. Essa era acabou com a chegada da Segunda Plataforma, onde foram estabelecidas as tecnologias Internet/LAN e cliente-servidor. A IBM, com seus softwares e hardwares, dominava 90% do mercado na primeira plataforma, enquanto que a Microsoft teve seu ápice na segunda.

O domínio de ambas as empresas ajudava os CIOs na tortuosa tarefa de encontrar talentos para o trabalho. Para as contratações, os chief information officers tinham apenas que procurar nos currículos de seus candidatos o conhecimento relativo a plataformas IBM e Microsoft e teriam prontamente escolhido o seu novo subordinado. Nessa época, não havia preocupações sobre o déficit de competências.

Em 2010, o cenário tecnológico mudou com a chegada da terceira plataforma, baseada nos pilares redes sociais, cloud, mobilidade e big data/analytics. E isso dificultou um pouco as coisas para os CIOs no quesito contratação de talentos qualificados.

Perguntas como ‘como encontrar o talento certo para implementar uma nuvem híbrida’ ou ‘como encontrar especialistas em segurança da informação’ começaram a assombrar a TI moderna.

A dica de Frank Gens, vice-presidente do International Data Corporation e também o principal arquiteto da teoria da terceira plataforma, é: já que não há mais empresas dominantes para serem usadas como guias, os CIOs precisam, agora, procurar comunidades de desenvolvedores de softwares para determinar quais linguagens de programação são mais populares entre os desenvolvedores. A ideia é construir empresas digitais em cima disso.

Se as previsões estiverem certas, a terceira plataforma irá durar por um bom tempo e definirá como os CIOs farão seus trabalhos, irão adquirir tecnologias e gerenciar decisões relativas às equipes até 2040, de acordo com Beach. O cenário não terá mais as empresas nos holofotes, mas sim os desenvolvedores de softwares.

Se os CIOs forem espertos, aproveitarão as oportunidades para se tornarem protagonistas de uma história que será escrita em conjunto com as comunidades de desenvolvedores. Caso contrário, eles serão apenas coadjuvantes.

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