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De olho nas oportunidades da crise, Dimension Data dobra faturamento no País

Embora muitas empresas de tecnologia tenham reportado dificuldades em atingir seus objetivos financeiros por conta do baixo desempenho da economia brasileira, a Dimension Data parece ter encontrado um caminho em meio à turbulência. No ano fiscal que encerra no mês de setembro, a companhia terá dobrado o faturamento no Brasil e as perspectivas para 2016 continuam bastante positivas.

Como explicou Carlos Brito, presidente da subsidiária nacional em almoço com jornalistas na cidade de São Paulo, muito do desempenho do atual ano fiscal está relacionado às vendas para o segmento financeiros, sobretudo em projetos de data center, e à evolução da oferta de computação em nuvem, onde varejo, educação e infraestrutura, como cimentos, têm respondido pela maior parte dos contratos.
“O bolo está menor, a competição mais agressiva e, com isso, menos espaço para esse tipo de integrador, mas tem bons projetos na rua. Queremos entregar uma boa experiência do cliente com a Dimension”, comentou Brito sobre os desafios na atual conjuntura econômica.
O executivo frisou que o ambiente não está fácil, mas que, tem conseguido negociar bons contratos e ganhar na concorrência pela possibilidade de poder oferecer aquilo que mais se encaixa na estratégia do cliente: um serviço de nuvem ou o investimento em infraestrutura própria, o que muitos provedores de nuvem não conseguem oferecer até pelo DNA do negócio.
Pesa também em favor da Dimension Data o fato de a companhia integrar o Grupo NTT, que já começa a estudar sinergias para ofertas conjuntas entre as empresas do grupo. A força do grupo japonês também garante aporte financeiro e até inovações ao integrador. Para este ano, Brito lembra que estão previstos R$ 10 milhões em investimentos, destinados, em grande parte, para uma nova sede, capacitação e contratação de profissionais e ampliação da infraestrutura de cloud computing, que já responde por 20% do negócio da integradora.
Dentre as informações passadas por Brito chamou o fato também de o desempenho do Brasil poder puxar para cima o porcentual que a América Latina representa nas receitas do grupo, hoje em torno de 6% e podendo chegar a pouco mais de 7% no fechamento do ano fiscal. O País aliás responde por quase 60% dos ganhos da Dimension na região. Para o ano fiscal a começar em outubro a companhia espera crescimento entre 20% e 30%.

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