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Custo médio de violação aos dados corporativos é de US$ 5,4 milhões

Roubo de dados é inevitável para 63% das empresas brasileiras, por reconhecimento dos próprios executivos de TI. No Brasil, esse índice é ligeiramente menor, 59%. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ponemon a pedido da Websense.
Além disso, 57% dos entrevistados admitem que suas organizações não estão protegidas contra ataques virtuais avançados – no Brasil, são 65% nessas condições. A maioria (69% no mundo e também no Brasil) acredita que as ameaças virtuais conseguem encontrar lacunas em seus atuais sistemas de segurança.
Isso porque grande parte das empresas sofreram um ou mais ataques virtuais: 44% no mundo e 59% no Brasil, considerando os últimos 12 meses. Sem contar as que não têm certeza se estão munidas de informação sobre essas investidas: 59% das companhias não possuem informações suficientes ou não têm certeza sobre tentativas de ataque e seus impactos, número ainda mais alarmante no Brasil (75%).
De acordo com os entrevistados, existe uma lacuna entre a percepção do roubo de dados e a realidade – especificamente em relação à possível perda de receitas em seus negócios. 80% dos entrevistados disseram que os líderes de suas empresas não acreditam que a perda de dados confidenciais poderia causar uma perda potencial de receita – 69% é o índice brasileiro.
A questão é que sim, há perda e já é mensurada. O custo médio por registro perdido ou roubado depois de um ataque é de US$ 188, e o custo médio de uma violação aos dados corporativos é de US$ 5,4 milhões.
Falta compreensão
Menos da metade dos entrevistados (41%) disseram que possuem um bom entendimento sobre as possíveis ameaças às suas companhias. O Brasil ainda está abaixo da média (23% contra 37%) quando consideramos os entrevistados que afirmam com certeza que sua organização perdeu informações sensíveis ou confidenciais como resultado de um ataque virtual.
Talvez o dado mais alarmante está justamente entre os que não sabem exatamente quais dados foram roubados: 65% das organizações no Brasil, quase o dobro do índice mundial (35%).

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