Categories: Notícias

Crimes virtuais: a importância da gestão de riscos de TI para pequenas e médias empresas

Muito se fala sobre cibercrime no contexto das grandes companhias, especialmente empresas de varejo, e-commerce, redes de jogos (como Xbox e PSPN), bancos, empresas financeiras e outros segmentos. Porém, essa é uma ameaça real também para negócios de pequeno e médio portes. Segundo levantamento do site Cyberthreat Real-Time Map da Karspersky, o Brasil é o quarto País com mais ataques cibernéticos em todo o mundo.

Quanto às ameaças, o ransomware – que consiste em uma operação no qual o atacante criptografa os dados da vítima e solicita o pagamento de resgate para a liberação dos mesmos – continua a liderar o ranking. No primeiro semestre de 2015, o ransonmware apresentou mais de 2 milhões de variantes, número nove vezes maior que o mesmo período de 2014. O valor médio de um resgate varia de US$ 300 a US$ 12 mil.

Apesar de o valor cobrado pelo resgate das informações ser, por vezes, baixo, os criminosos costumam não cumprir o acordo da entrega dos dados decriptados mediante o pagamento. Com isso, empresas continuam nas mãos dos criminosos, tendo que realizar o pagamento de vários resgates sucessivos.

Os alvos dos ataques são geralmente servidores com dados corporativos, como sistemas ERPs, servidores de arquivos e outras bases de dados. Mesmo que a infraestrutura esteja on premise, ou seja, instalado em data center interno da empresa, ou na nuvem por meio de uma cloud pública ou privada, o criminoso pode conseguir o acesso a todo tipo de informação nesses sistemas.

E como se dá esses ataques? De que forma os criminosos chegam até seu ambiente? O primeiro caminho, e o mais óbvio, é a utilização da internet para efetuar varreduras constantes em servidores com serviços, websites, sistemas e aplicações publicados na rede mundial. A partir daí, ele identifica as vulnerabilidades exploráveis que permitem o acesso a recursos computacionais.

Outro caminho também muito conhecido é a distribuição de conteúdo em redes P2P (Peer-to-Peer) ou sites de compartilhamento de mídias, principalmente vídeos e músicas ilegalmente distribuídos ou softwares alterados para uso ilegal, ou seja, sem registro.

Esses conteúdos, assim que copiados ou instalados, se alastram e dominam recursos da infraestrutura por meio da operação remota que utiliza um backdoor (acesso informal e desconhecido), que permite uma conexão direta do criminoso ao ambiente corporativo.

Com isso, vem a questão: como se proteger de tais eventos? A segurança do ambiente de TI depende de diversos fatores, que vão desde controles tecnológicos, filtros e bloqueios, até a conscientização dos colaboradores. É extremamente importante o acompanhamento da saúde do ambiente de TI e o alinhamento às melhores práticas de mercado, que incluem, mas não se limitam, à gestão de políticas e configurações do ambiente e estações de trabalho, e a avaliação continua de vulnerabilidades, principalmente para sistemas que estão disponíveis na internet. Importante também que o uso de conteúdo e softwares não oficiais ou sem licenciamento seja proibido.

Auditorias contínuas devem fazer parte da rotina da TI para garantir que transgressões sejam rapidamente identificadas e sanadas, assim como vulnerabilidades tratadas, mitigadas ou minimamente monitoradas quando consideradas inevitáveis pela organização.

*Marco Ribeiro é líder da prática de gestão de risco de TI da Protiviti

Recent Posts

Movida lança agente de IA no WhatsApp em parceria com a Meta e aposta em nova experiência de locação

A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…

1 hora ago

Oracle nomeia Marcelle Paiva como nova VP de vendas, Data&AI Hub na América Latina

A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…

2 horas ago

Mercado de IPOs de tecnologia ganha força com avanço da IA

O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…

3 horas ago

Oracle adiciona US$ 85 bilhões em contratos de IA e encerra trimestre com carteira recorde de US$ 638 bilhões

A Oracle encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2026 com resultados recordes,…

3 horas ago

Disputa entre Anthropic e OpenAI expõe divergências sobre o futuro da inteligência artificial

A disputa entre Anthropic e OpenAI ganhou novos contornos e se tornou um dos principais…

3 horas ago

Marketing B2B precisa se reorganizar para atender compradores mais autônomos, diz Forrester

As áreas de marketing B2B precisam rever sua estrutura operacional para acompanhar a transformação do…

4 horas ago