Para o executivo, a demanda por conteúdo é muito maior do que a oferta de operadoras. “O duopólio nas telecomunicações brasileiras permite que as operadoras escolham com qual provedor querem trabalhar, enquanto estes têm que lutar para conseguir uma fatia do mercado”, completa Warthem.
Ele explica que nos Estados Unidos, a maioria dos provedores paga às operadoras pela divulgação no conteúdo e somente o m-commerce e a venda de banners traz receita. “Isso é prejudicial ao sistema, a operadora fica cada vez mais forte”.
Warthem comenta que no Reino Unido, as revendedoras de celulares, fecham acordos com portais e entregam os celulares com conteúdo que escolheram para o usuário, independente das operadoras. “Este exemplo deveria ser seguido no Brasil porque traz liberdade de negociação para os provedores de conteúdo.”
O executivo diz que as operadoras não devem tentar criar um portal próprio. “Elas tem medo de dividir as informações dos consumidores com outras empresas, mas não são especialistas em conteúdo e por isso o resultado pode ser desastroso”.
Ele enxerga a contratação ou a parceria com um desenvolvedor de conteúdo, como a melhor maneira de conquistar novos consumidores e evitar o churn dos usuários.
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