Consumer Eletronics Show 2006 – Las Vegas

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7:07 pm - 12 de junho de 2010

Conclusão

A CES nos permite visualizar o que vai acontecer no mercado de produtos eletrônicos nesse ano, ao menos aquilo que os engenheiros e profissionais de marketing das empresas imaginam que vá ser um sucesso junto aos consumidores. E esse ano muitas empresas estão apostando em uma mudança no padrão de consumo dos usuários, que pode dar certo ou não.

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É o que eu penso quanto ao Viiv e quanto ao Sony Reader, por exemplo. Supondo uma banda larga ilimitada, e de alta velocidade, é possível que nós usuários optemos por ver um filme diretamente pela internet, evidentemente supondo que o serviço seja perfeito e sem interrupções. Provavelmente vamos pagar um pouco mais do que o que pagávamos pela locação de um filme em DVD na loja da esquina, mas será que nós efetivamente queremosfazer isso?

Eu particularmente gostode ir a loja escolher um filme, bater um bom papo com os atendentes, pegar algumas recomendações. Tudo bem que nem todas as lojas são boas assim, mas eu definitivamente gostode ir à rua para fazer isso, porque eu aproveito para passar em uma banca de jornal e ver as principais manchetes e capas de revistas. Também não me imagino lendo um livro em um dispositivo eletrônico qualquer, como o Sony Reader, simplesmente porque eu gostode ler um livro no papel, de forma tradicional, usando os velhos marcadores de página para indicar aonde parei da última vez. Aliás, gostode ir a uma boa livraria escolher um livro, são ambientes legais de se freqüentar, pelo menos no Rio de Janeiro.

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Por outro lado, há aparelhos que são verdadeiros sonhos de consumo. Desde os fascinantes celulares que “faz de tudo um pouco” até as maravilhosas telas de HDTV, passando pelos mais diversos formatos de MP3 Players, tem de tudo para todos os gostos. São dispositivos que em última instância nos colocam em contato com algum tipo de conteúdo aparentemente interessante, pois de nada serviriam as HDTVs sem uma ótima programação de filmes, nem um MP3 Player sem uma oferta musical de bom gosto e qualidade. Infelizmente a indústria de entretenimento é concentrada em poucos estúdios e gravadoras, e se um autor/interprete desconhecido não conseguir romper as barreiras penetrar nesse meio fechado, nós o grande público permanecemos sem ter acesso à sua criação.

janela de oportunidadespara o amador, seja ele um músico com seu vídeo clipe ou um film maker genial com sua câmera na mão, ele proporcionará o aparecimento de novos artistas e de novas produções antes inalcançáveis pelas barreiras comerciais. Não é difícil imaginar que o próximo Tarantinosairá dessas páginas brancas de layout simples, e é até possível supor o nascimento de um novo gênero musical que ainda desconhecemos.

A Internet sempre foi um meio eficiente de divulgação, mas poucos conseguem cobrar (e receber) pela veiculação de um vídeo ou de uma música. O Google vai remunerar o artista da mesma forma que remunera os sites que publicam os anúncios Adsense. Ao artista, basta fazer o upload da sua criação dentro da sua conta Google Vídeo e receber alguns centavos de dólares para cada download feito. Vai ter gente vivendo disso, literalmente.

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