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Conheça as 10 tecnologias digitais essenciais para o setor público

A era digital deve trazer transformações para todos os setores, inclusive o público. Os gastos com produtos e serviços de TI do governo nacional, federal e local no mundo inteiro chegarão a US$ 431 bilhões neste ano, 1,8% abaixo do registrado em 2014. Até 2019, no entanto, a expectativa é que o montante chegue a US$ 475,5 bilhões.

Para não errar a mão, os líderes devem focar em alguns setores críticos quando o assunto é investimentos em TI. O Gartner separou 10 tecnologias estratégicas, que devem ser prioridade para organizações governamentais em 2015.

De acordo com Rick Howard, diretor de pesquisa do Gartner, essas tecnologias têm um potencial disruptivo e estarão no topo dentro dos próximos três a cinco anos.

1. Ambiente de trabalho digital
Em um futuro não tão distante, a força de trabalho nesse setor será composta por funcionários digitalmente alfabetizados. O ambiente de trabalho, então, deverá seguir essa tendência e ser um local aberto, plano e democrático. Nesse contexto, os líderes de TI devem assumir um papel de incentivadores na construção desse ambiente que preza a mobilidade.

2. Engajamento multicanal
A estratégia multicanal, no contexto do governo digital, tem foco na entrega de uma experiência integrada e interativa. Para isso, os CIOs devem repensar os modelos de serviço, combinando ferramentas tradicionais de marketing com novas abordagens, como iniciativas colaborativas com cidadãos, desenvolvimento ágil e design thinking.

3. Dados abertos
O número e a diversidade de conjuntos de dados abertos voltados para o público e APIs publicados por todos os níveis de governos no mundo continuam a aumentar. E, de acordo com o Gartner, essa tendência vai permanecer, mas só terá seu potencial realmente explorado dentro de dez anos ou mais.

O rápido crescimento desses programas entre as organizações e os orçamentos planos ou em declínio criam desafios de sustentabilidade para os programas de dados abertos governamentais. Dados abertos têm um custo e, para a maioria das agências governamentais, tal gasto é infundado. Esse fator deve se tornar tangível em termos de como essa disponibilidade pode contribuir significativamente para a eficiência operacional, como pode dar suporte ao desenvolvimento econômico, produtividade nacional ou ventures comerciais.

A previsão do Gartner é que, até 2018, mais de 30% dos projetos de governo digitais irão tratar qualquer dado como dado aberto.

4. Identificação eletrônica
A identificação eletrônica do cidadão (também conhecida por e-ID) se refere ao conjunto de processos e tecnologias gerenciadas pelo governo para oferecer um domínio confiável, com o qual os cidadãos podem acessar serviços públicos de qualquer dispositivo ou canal on-line (incluindo sites e aplicativos).

Programas que envolvem o e-ID precisam de uma relação de confiança entre governo e fornecedores, com foco em valor de negócio, interoperabilidade e experiência do usuário (UX). O papel do CIO aqui é garantir a privacidade e confidencialidade dos dados pessoais dos cidadãos.

5. Analytics
Analytics é algo que está evoluindo de uma função de negócio distinta e separada para um aspecto fluído das operações de sistema e experiência do usuário. Analytics possui três características principais: são avançados, pervasivos, e invisíveis.  As capacidades de análise são especialmente importantes a medida que CIOs e líderes desenvolvem novos serviços móveis que são ampliados pelo contexto situacional e por interações em tempo real.

6. Interoperabilidade escalável
Para otimizar as redes de prestação de serviços e as funções de negócios, as agências estão cada vez mais confiando na troca de dados com parceiros terceiros. A interoperabilidade escalável oferece aos CIOs uma abordagem incremental para arquitetura e padrões para entregar valor rápido o bastante.

7. Plataformas digitais
Uma plataforma digital governamental incorpora a arquitetura orientada a serviços (SOA) com o objetivo de fornecer e usar de serviços da empresa por meio de múltiplos domínios, sistemas e processos.

8. Internet da coisas
CIOs de agências do governo terão de se aproximar do IoT a fim de avaliar como objetos e equipamentos inteligentes podem ser combinados com sistemas tradicionais de internet e TI para das suporte a inovações no desempenho operacional ou na prestação de serviços públicos.

9. TI escalável
É um padrão de computação de classe global, o qual entrega recursos de grandes fornecedores de serviço de cloud dentro do ambiente de TI das empresas, promovendo agilidade em larga escala. Para o governo, a migração para essa nova tecnologia é uma tendência de longo prazo, com implicações tecnológicas, de processos de TI e culturais significativas.

10. Nuvem híbrida
Essa modalidade de cloud oferece aos líderes um novo modelo operacional de dá suporte à habilidade dos departamentos de TI de combinar e gerenciar infraestruturas on-premise ou clouds internas privadas com ambientes baseados em nuvem externos de maneira simultânea.

Em agências governamentais, o modelo de TI híbrida requer diferentes competências para dar suporte a diversas implementações de nuvens públicas. OS CIOs precisarão reposicionar as organizações de TI, passando de prestadores completos de serviços de TI para corretores e gerentes de serviços oferecidos predominantemente por meio da nuvem.

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