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Conexão Wi-Fi cresce na estratégia das operadoras

As operadoras de todo o mundo estão em busca de maneiras de se diferenciar no mercado e encontrar novas fontes de receita em um ambiente cada vez mais competitivo. Neste cenário, os serviços de conexão sem fio (Wi-Fi) têm ganhado importância na estratégia de crescimento dessas companhias.

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Uma pesquisa global realizada pela consultoria Analysys Mason a pedido da Amdocs -fornecedora de software e serviços para as operadoras – aponta que 89% das empresas entrevistadas, de telefonia fixa e móvel, já oferecem serviços relacionados às redes Wi-Fi.

A diferenciação diante dos concorrentes é a principal razão para as operadoras intensificarem este tipo de oferta, apontada por 40% dos entrevistados no mundo todo. E no Brasil, a situação não é diferente.

A Oi, por exemplo, disponibiliza o serviço de conexão Wi-Fi para cerca de sete milhões de clientes residenciais e empresarias de pacotes específicos. Em 2011, a operadora adquiriu a Vex, que, na época, disponibilizava mais de 40 mil pontos de acesso “hotspots” – pontos públicos de conexão – no Brasil e no mundo, de olho nesta estratégia.

Por enquanto, os clientes da Oi não pagam pelo serviço de acesso em locais públicos com Wi-Fi. “Hoje, os consumidores querem um único provedor de internet que possa lhe atender em qualquer lugar, seja em casa ou em trânsito. O plano de expansão da rede Wi-Fi tem como estratégia complementar a nossa oferta de banda larga”, diz Abel Camargo, diretor de desenvolvimento e gestão de novos negócios da Oi.

No entanto, ainda de acordo com o estudo, a tendência é que as operadores comecem a encontrar maneiras de gerar receita com serviços deste tipo.

Mais da metade das operadoras que implementaram redes Wi-Fi alegam que estão gerando receitas com seus produtos, mas a pesquisa também revelou que muitas delas estão buscando modelos que vão além da cobrança direta dos clientes, que geralmente confundem serviços Wi-Fi com acesso gratuito à Internet.

“Isso faz com que as operadoras continuem procurando estratégias nessa tecnologia que as diferenciem das outras, para construir sua marca. Tenho certeza que nos próximos anos veremos o Wi-Fi sendo usado de maneira bastante criativa pelos provedores de serviços.”, afirma Nelson Wang, vice-presidente da Amdocs para América Latina e Caribe.

Para ele, no Brasil as operadoras ainda estão analisando estratégias possíveis para que tenham lucro com as conexões Wi-Fi.

A Vivo já possui um sistema de cobrança do serviço, voltado somente para usuários que não possuem nenhum pacote de internet da operadora.

A empresa optou por um sistema pré-pago no qual os cartões de acesso são vendidos de forma online no site do serviço. Os valores variam entre R$ 9,90 e R$ 24,90, dependendo da validade do acesso.

Para atender estes clientes a Vivo tem 180 hotspots Wi-Fi no Brasil, e a expectativa é acelerar a cobertura de pontos estratégicos de grande circulação ao longo do ano de 2013. Na Oi, o número de hotspots é bem superior: 7.250.

Segundo a operadora, desde janeiro a quantidade de pontos de acesso cresceu 245% e a meta é chegar a 100 mil até o final de 2013.

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