Dos últimos cinco anos para cá, o ecossistema de tecnologia evoluiu de algo centrado em dispositivos para um universo todo dependente de plataforma. Foi essa a tendência apresentada pela Microsoft durante um fórum específico feito pela fabricante na Computex 2012, que ocorre de 5 a 9 de junho em Taipei, Taiwan. Com o discurso de integração e convergência, a companhia fortaleceu seu posicionamento com o Windows 8, que será lançado até o final deste ano, e se disse melhor posicionada para atender clientes de cloud do que Google e Amazon.
Computex 2012: Microsoft anuncia nova versão do Windows Embedded Standard 8 CTP2
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Nas palavras de Steven Guggenheimer, vice-presidente corporativo da área de OEM da Microsoft, essa miscigenação traz imensas oportunidades para a indústria e promete revolucionar a vida do usuário final e corporativo, que passam a ficar cada vez mais integrados. ?Não gosto de falar que o Windows 8 é a nova versão do sistema operacional da Microsoft. Ele é, na verdade, uma revolução no sistema?, disse.
De fato, não precisa ser especialista em Microsoft para ver como o discurso da companhia está mais adequado ao usuário final do que nunca. Durante a apresentação, que foi alternada entre Guggenheimer e outros executivos da empresa, que demonstraram o produto, ficou muito clara a ideia de centralizar o usuário como único consumidor da tecnologia. A forma como ele usa o seu tablet, televisão, videogame, PC ou smartphone, por outro lado, pode ser direcionada a atividades corporativas ou pessoais, dependendo de sua intenção e necessidade.
O ponto de conexão entre todos esses dispositivos, explicou executivo, é a tecnologia de cloud computing. Quando falando sobre esse tema, o executivo relembrou a história da empresa, focada, inicialmente, em servidores on-premise.
?Nós criamos servidores especializados, coisas como um servidor MultiPoint para educação, ou para pequenos negócios… mas também classes de servidores para infraestrutura, com o Windows Server, SharePoint, Exchange. Construímos servidores para organizações grandes como a Microsoft, com 90 mil usuários, assim como, na geração atual, construímos servidores para tecnologia de cloud privada?, contextualizou.
Citando, ainda, os exemplos do Hotmail (500 milhões de usuários), Skype (235 milhões de usuários ao mês) Xbox Live (com atualmente 30 milhões de usuários cadastrados), o executivo questionou: como empresas de nuvem competiriam com a Microsoft? ?Há empresas que, obviamente constroem serviços de cloud publica, como Amazon, Google, etc. Mas eles não têm um servidor de cloud privada e não têm a habilidade de criar uma nuvem privada ou algo on-premise?, finalizou.
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