A Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) utiliza, desde março deste ano, uma solução de impressão 3D da Stratasys, para produzir diretamente itens de utilização própria, obtendo redução de custos, de tempo e maior facilidade no atendimento às suas demandas por peças e moldes. Para adotar a tecnologia de impressão 3D, a Caesb investiu R$ 368 mil no projeto.
“As motivações principais foram aumentar o rol e a qualidade de peças produzidas pela área de fundição, diminuir custos e prazos, e também permitir a confecção de peças mais complexas”, afirma o Eng. Mecânico, Eduardo Burgos, empregado da gerência de Oficinas e Industrialização da Caesb.
A impressora 3D escolhida foi a Stratasys F370, indicada para a fabricação de itens duráveis de alta complexidade e para prototipagem. O equipamento é capaz de utilizar até quatro tipos diferentes de materiais. Na Caesb, são usados mais comumente ABS, PC-ABS e ASA.
Uma das principais aplicações da impressão 3D pela empresa é a fabricação de modelos para confecção de moldes em areia para a fundição de peças em metais utilizadas em tubulações industriais. Anteriormente, a manufatura deste tipo de item exigia o emprego de processos como caldeiraria, usinagem e ferramentas variadas, a exemplo de furadeiras e tornos. “A impressão 3D diminuiu o número de departamentos da empresa necessários para a execução de um projeto. O tempo médio de produção de um modelo caiu de dois dias para 12 horas”, explica Burgos. “Também obtivemos economia dos materiais envolvidos. Outra vantagem é que, agora, fazemos o modelo de plástico, e não de ferro, o que diminui o peso dos modelos manuseados pelos funcionários envolvidos na operação”, comenta ele.
O sucesso do uso da impressora 3D na produção de modelos de moldes levou a Caesb a utilizar a impressora 3D Stratasys F370 também para fabricação de peças de uso final para equipamentos de alta complexidade, o que não era possível quando havia apenas métodos convencionais disponíveis. Um desses equipamentos é uma miniturbina dosadora de produtos químicos, utilizada para tratamento de água. “No mercado, este equipamento é encontrado por valores médios de R$ 2.800. Para fabricarmos este item por impressão 3D, gastamos apenas cerca de R$ 30 com os materiais. Além disso, pudemos imprimir as peças do equipamento já com as especificidades requeridas para a nossa operação, o que encurtou o prazo para o início do seu funcionamento”, explica Burgos.
“É muito gratificante para nós ver comprovados os benefícios da adoção da manufatura aditiva para uma empresa como a Caesb que, além de atuar na área ambiental, trabalha com aplicações diferenciadas como moldes para fundição e equipamentos de alta complexidade. Casos como esse desmistificam a tecnologia e comprovam que ela pode ter aplicações reais e eficientes para os mais diversos segmentos”, comemora Anderson Soares, Territory Manager da Stratasys para o Brasil.
Para o futuro próximo, os planos da Companhia incluem a utilização da impressora 3D em ações de engenharia reversa e na produção de “modelos de sacrifício”, peças com características técnicas de alta complexidade. “O uso da impressão 3D para a criação de moldes de sacrifício ainda pouco explorado, e, portanto, buscaremos inovar esse processo”, conclui Burgos.
Todo o projeto, estudos, consultoria técnica e de negócios até a aquisição, foi realizado em conjunto com a Techma Tecnologia em Impressão 3D, revenda autorizada Stratasys no Brasil.
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