Como a tecnologia na gestão de GRC pode otimizar a gestão de terceiros em empresas?

A terceirização é tendência mundial e tem se mostrado uma importante estratégia para garantir o aumento da produtividade corporativa. Tanto é que uma pesquisa realizada globalmente pela Deloitte apontou que 74% das organizações acreditam que os terceiros terão papel cada vez mais importante nos negócios.

Mesmo com seus benefícios, a modalidade também pode gerar alguns riscos e, até pouco tempo, as empresas tinham uma visão muito limitada sobre o tema. O cenário mudou quando a Lei Anticorrupção, em vigor desde 2014, estabeleceu que o contratante fosse responsabilizado por todos os atos ilícitos cometidos pelo terceiro.

A partir de então, o nível de monitoramento ficou mais rigoroso e passou a contemplar também questões como compliance, eventos negativos, entre outras situações que podem causar danos às companhias, sejam eles financeiros ou reputacionais.

O volume de informações sobre os parceiros ficou ainda maior e o emprego da tecnologia tornou-se crucial para que os processos de contratação e gestão sejam feitos com agilidade e eficiência. Por isso, muitas empresas passaram a utilizar ferramentas de Governança, Risco e Compliance (GRC) em seus processos de diligência e gestão de terceiros.

Mitigações de riscos, identificação de leis e regulamentos, monitoramento em tempo real são algumas das possibilidades que a tecnologia integrada ao GRC pode oferecer. Além disso, ela também possibilita a consulta daqueles fornecedores que mais trazem risco para a operação. Desta maneira, um plano de ação assertivo pode ser elaborado para determinada situação.

Em um cenário de Lei Anticorrupção e de aumento de parcerias e terceiros nas empresas, a gestão desse grupo merece cada vez mais atenção e investimento em processos inteligentes e ágeis. Neste contexto, a tecnologia é uma forte aliada, visto que permite às organizações estruturarem uma metodologia ideal para seu negócio, do começo ao fim e de maneira personalizada e integrada, gerando, consequentemente, eficiência financeira e operacional.

*Claudinei Elias é managing director para América Latina da Nasdaq BWise

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