Como PWAs podem remodelar o mercado de apps

A próxima grande batalha entre Google, com o sistema operacional Android, e Apple, com o iOS, pode estar em torno dos Progressive Web Apps (PWAs), metodologia de desenvolvimento de software com uso de aplicações web. Quem faz o alerta são os especialistas em desenvolvimento de software e fundadores da Lambda3, Giovanni Bassi (Chief Software Architect) e Vitor Cavalcante (Developer).

Eles explicam que PWAs são, basicamente, aplicações mobile feitas na web, ou seja, aplicativos que não precisam ser instalados nos dispositivos por meio de uma loja de apps. “Se você usar o Twitter no Chrome por muito tempo, por exemplo, ele pergunta se você gostaria instalar um ícone de browser. Parece um app e para o usuário é imperceptível”, exemplifica Bassi.

O especialista comenta que o Google tem impulsionado esse modelo e a questão para uma possível batalha é que a Apple perderia uma grande fatia de sua arrecadação: downloads e vendas dentro dos aplicativos. “Você remove a função da loja e tira uma receita absurda da Apple”, comenta Bassi.

Em seu portal voltado a desenvolvedores, o Google define PWAs como experiências de usuários que têm o alcance da web e são confiáveis, rápidas, cativantes.

A própria Lambda3 tem tido demanda para esse tipo de método, mas, segundo os fundadores, o padrão ainda não está consolidado, por isso não representa quantias significativas de mercado. A empresa fechou apenas um projeto com PWA até o momento e tem outros três em fase de aprovação. “Hoje é futurologia, mas existe uma quantidade razoável do mercado que acha que PWA será tendência. Você não precisa instalar nada no celular e não precisa atualizar. A aplicação consegue trabalhar offline, ter acesso a diversos recursos no dispositivo, como câmera, compartilhamento e localização”, lista Bassi, que cista outro quesito essencial: as atualizações são realizadas no servidor, não nos aparelhos, o que agiliza o processo e garante apps sempre atualizados. “Eu acredito que será uma tendência, sim”, crava Bassi.

Desenvolvimento

Além dos itens citados por Bassi, outra importante vantagem do PWA está no quesito desenvolvimento e, consequentemente, em dois pontos muito procurados pelas empresas: tempo e dinheiro. “É muito mais barato para desenvolver. É mais fácil, pois se trata de uma aplicação web. O deploy é maravilhosamente simplificado”, afirma Cavalcante, que estima que o tempo de desenvolvimento cai pela metade, em relação a um app tradicional.

Cavalcante comenta que o PWA é ideal para aplicativos line of business, ou seja, Twitter, Uber, Facebook, e-mail etc. Um app de jogo, por exemplo, o ideia é que seja nativo, por ser mais complexo. “Sou fã dessa tecnologia porque ela é muito mais inclusiva”, diz Cavalcante.

Novo caminho

Apresentar novos conceitos e, consequentemente, novas possibilidades, como o PWA, para os clientes faz parte da estratégia da Lambda3. Bassi conta que a demanda por aplicativos mobile vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, mas, muitas vezes, a solução para o cliente pode ser mais simples. “Diversos clientes nos procuram pedindo aplicativos, mas nem tudo são apps. Pode ser que para esse cliente exista uma opção mais simples e com menos custos”, finaliza Bassi.

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