Para uma empresa com 208 anos, 65 milhões de clientes, quase 4,6 mil agências e 100 mil funcionários, inovar não é tarefa fácil. Mas o Banco do Brasil (BB) conseguiu levar para dentro de casa a cultura das startups e mudar as regras do jogo, garantindo experiências diferenciadas para seus clientes.
A virada começou em 2014, quando o banco iniciou sua jornada rumo à transformação digital. “Percebemos que precisávamos nos transformar e ser mais digital. Assim, estabelecemos quatro pilares: experiência do cliente, transformação da TI, novos métodos de trabalho e ecossistemas de parcerias”, contou em apresentação na Campus Party, Joaquim Venancio, líder de Produto Digital do Banco do Brasil.
Diversos projetos foram colocados em prática para atingir esses objetivos. Um deles, explicou Venancio, foi a criação de uma arquitetura orientada a serviços, que, hoje, soma mais de 11 mil serviços disponíveis. Com isso em mãos, o time de TI do banco, composto por 4,5 mil profissionais, pode desenvolver soluções digitais. Nessa esteira, está no forno, também, uma biblioteca de APIs, que deverá ser liberada para os desenvolvedores ainda no primeiro semestre deste ano.
Além disso, em 2016, o BB começou a montar um time de ciência de dados e está de olho em novas tecnologias como computação cognitiva, com um piloto do Watson, da IBM, em curso, que estará em breve disponível para o atendimento a clientes.
Nesse contexto surgiu, ainda, o apoio ao empreendedorismo digital e às startups, como explicou Alexandre Lima, líder do time de inovação do Banco do Brasil. “Criamos um escritório no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e ficamos três meses lá para entender o funcionamento do ecossistema de empreendedorismo. Voltamos com várias ideias”, comentou. Hoje, Lima está à frente de um time de 80 pessoas no Banco do Brasil que atua totalmente no formato de startup.
Venancio listou alguns dos recentes trabalhos desse time, como a Abertura de Conta Digital, aplicativo no final do ano passado, que em dois meses já tinha registrado 414 mil contas. Outro exemplo é o Minhas Finanças, aplicativo em fase beta que ajuda clientes no planejamento e no controle de gastos e receitas pessoais.
Ele citou, ainda, o Pagar e Receber, sistema que busca descomplicar o jeito de transferir dinheiro. Com ele, a transferência entre contas é realizada por meio de QR Code e touch ID. “Temos, ainda, o BB Beta, programa de aplicativos beta do Banco do Brasil, onde desenvolvedores e clientes nos fornecem feedbacks sobre os serviços digitais do banco”, finalizou Venancio.
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