Como gerenciar dispositivos móveis | Pg. 2

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7:57 am - 27 de maio de 2008

As companhias que não adotaram esses produtos e nem planejam fazer isso

citaram três razões para essa atitude: não acreditam que seja

necessário, o custo e a complexidade. Aparentemente, os fabricantes de

soluções para gerenciamento de dispositivos móveis estão realizando um

trabalho insatisfatório no que se refere a educar os clientes em

potencial quanto ao valor e a facilidade de uso. Isso é explicado, em

parte, pela natureza fragmentada deste mercado. Os sistemas estão

disponíveis a partir de operadoras de telecomunicação sem fio,

fabricantes de aparelhos de telefonia, especialistas em administração

de despesas de telecom, e também provedores de softwares de segurança.

Refletindo a posição dominante dos BlackBerrys entre os usuários

corporativos de dispositivos móveis, o produto BlackBerry Enterprise

Server, da Research In Motion (RIM), é, sem dúvida, a plataforma para o

gerenciamento de dispositivos móveis mais conhecida, que foi mencionada

no estudo, por 80% dos respondentes. Sua capacidade de oferecer

recursos de segurança e gerenciamento de dispositivos ocorre porque a

empresa criou, essencialmente, um serviço que quase pode ser

considerado universal.

Um administrador de sistemas pode gerenciar até dois mil BlackBerrys a

partir de um único servidor, com recursos como atualizações

instantâneas e varredura de dados remota em dispositivos considerados

inadequados. O preço do BlackBerry Enterprise Server é de US$4 mil por

servidor, mais US$100 por usuário ou dispositivo, e incluía função de

gerenciamento de dispositivos e de serviço de e-mail do BlackBerry.

MARCADOS PELA EXPERIÊNCIA

Uma razão pela qual a adoção de produtos de gerenciamento de

dispositivos móveis não tem sido mais rápida pode ser porque nem todas

as companhias estão certas de como suas estratégias específicas devem

evoluir. A situação da LifeLong é, parcialmente, o resultado do fato de

que sua experiência com aplicativos móveis não tem sido das melhores: a

companhia, que tem 371 funcionários, realizou um programa-piloto de

prescrição eletrônica há alguns anos, utilizando os PDAs Axim, da Dell,

que depois deixaram de ser fabricados. Principalmente por falta de

cobertura para os serviços sem fio em suas instalações médicas em

Berkeley, na Califórnia, a experiência não chegou a nenhuma conclusão.

Por enquanto, embora a LifeLong ainda disponibilize alguns PDAs para

médicos e funcionários, a maioria de seus empregados utiliza seus

próprios celulares ou smartphones, cobrando da companhia o reembolso

parcial para o pagamento de seus planos de serviços. Essa situação está

longe de ser ideal. ?O problema é que uma vez que não temos nenhuma

estratégia de gerenciamento, o departamento de TI solicita e distribui

os dispositivos, mas ninguém verifica as contas efetivamente?, comenta

Ami. As atualizações de software são outro problema. Para instalar

novos programas e fazer atualizações, a equipe de Ami precisa recolher

fisicamente todos os apaerelhos que estão em uso na organização.

A ABI Research prevê que os rendimentos obtidos a partir dos serviços

de gerenciamento de dispositivos móveis irão exceder os US$ 20 bilhões

até 2013, em comparação a menos de US$ 600 milhões registrados no ano

passado; um tremendo aumento na demanda, considerando o pequeno

interesse que o estudo da InformationWeek EUA revelou.

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