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Como fazer migrações de TI corretamente

À medida que as empresas adotam a nuvem, as migrações de aplicações se tornam cada vez mais importantes para os resultados finais. Não somente devido ao aumento exponencial em eficiência das aplicações baseadas em nuvem, mas também pelo custo de manutenção das aplicações legadas.

Isso significa que as migrações de aplicações se tornaram a única constante das empresas em rápida evolução. Esteja a sua empresa mudando do Siebel para o Salesforce, do PeopleSoft para o Workday, de um ambiente nas instalações da empresa para um híbrido, de soluções personalizadas para Marketo, ou fazendo tudo isso de uma vez, você sabe que precisa pensar muito e de forma rápida e inteligente sobre como essas migrações estão sendo conduzidas.

Porque, se você não tiver cuidado, o turbilhão de mudanças que caracteriza o atual cenário de aplicações pode fazer com que a empresa desconsidere a visão geral – e os dados que a definem.

Uma coisa está muito clara: sem uma abordagem mais ampla e padronizada com relação à forma como os dados da empresa são migrados, você prejudicará não só a implementação de novas aplicações, mas também impedirá que elas forneçam valor aos negócios.

Sempre que migrar uma aplicação, não se esqueça que também estará migrando dados. Por isso, uma visão puramente centrada em aplicações ignora o que acontece com os dados comerciais depois que os sistemas estão implantados. Após o alinhamento dos processos de negócios com a nova aplicação, será preciso que os dados certos fluam por elas.

Resumindo, quando pensar em migrar qualquer aplicação – para a nuvem, para um novo sistema operacional ou para um novo modelo de entrega – pense primeiro nos dados.

Quais dados você tem? De quais dados você precisará? Como os usuários lidarão com os dados quando estiverem no novo sistema? A primeira etapa na direção certa é dar importância à diferença entre os objetivos da migração de aplicações e os objetivos da migração de dados. Os objetivos da migração de aplicações envolvem a melhoria dos processos de negócios por meio de:
Atualização das aplicações legadas e atualização dos pacotes de aplicações para manter o suporte do fornecedor de software independente
• Mudança para modelos melhores de entrega de aplicações (isto é, nuvem) para ganhar agilidade e reduzir custos
• Racionalização do cenário inteiro de aplicações e consolidação de todas as diferentes instâncias da mesma aplicação para simplificar os processos de TI
• Substituição das aplicações desatualizados por aplicações melhores e mais eficientes
• Aprimoramento da experiência do usuário final para melhorar a produtividade e os recursos
• Aumento do uso do BI e de outras análises

A ênfase está em realizar esses objetivos respeitando o orçamento, sem atrasos e com melhoria visível de desempenho e funcionalidade. Por enquanto, os objetivos da migração de dados envolvem a preparação dos dados para esses processos de negócios por meio de:
• Redução dos riscos ao lançar a nova aplicação
• Entrega de dados confiáveis aos usuários finais de negócios
• Fornecimento de uma visão única e confiável da verdade de que todos precisam (em vez de dados díspares e desconectados)
• Utilização de dados legados e preservação do conhecimento corporativo (em vez de apagar dados importantes e históricos)
• Manutenção do acesso aos dados com base em um entendimento do que é e de quando é necessário, evitando simultaneamente o risco de uma violação de segurança.

Com essa visão, você se concentra em garantir que os resultados da migração de aplicações resultem em transações adequadas e decisões aprimoradas, enquanto preserva o acesso sem riscos aos dados. E o mais importante é que essa visão se amplia para além da migração em que você está trabalhando atualmente.

No próximo artigo, que será publicado na próxima semana, falarei sobre como evitar alguns problemas bem comuns que acontecem na hora de migrar: a utilização de conceitos equivocados e passos falsos.

*Rodrigo Henriques é gerente de Delivery da Informatica LLC

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