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Como a brasileira Chipus Microeletrônica alcançou sucesso nos negócios com internacionalização

De acordo com dados da Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgados em janeiro de 2017, os semicondutores foram um dos itens mais importados pela indústria brasileira, com um investimento externo de US$ 439 milhões. Esse segmento de mercado é mais aquecido externamente, devido a falta de consolidação de um ecossistema nativo de microeletrônica. Por isso, para quem desenvolve soluções e projetos neste segmento, adotar uma postura inversa para crescer e expandir seus negócios, ou seja, internacionalizar primeiro, para atuar no mercado nacional depois, pode ser uma saída. Foi o caso da startup Chipus Microeletrônica.

Fundada em Florianópolis/SC em 2009, com capital 100% nacional, a empresa desenvolve projetos de circuitos integrados de baixo consumo para aplicações em segmentos diversos como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) para clientes internacionais, cujo market share é dividido, de um modo geral em 10% nos EUA, 70% na Europa e 20% na Ásia. A Chipus vem crescendo em média 100% ao ano desde sua fundação, porém no primeiro trimestre de 2017 está fechando um faturamento equivalente ao total obtido em 2016. De 2015 a 2017, a empresa dobrou o número de colaboradores (de 16 para 34). Para chegar onde estão, ambos os sócios fundadores atuaram no mercado europeu antes de criar a empresa, em países como Portugal e Suíça.

Segundo Murilo Pessatti, CEO da Chipus, a presença no mercado externo foi necessária para o crescimento da empresa. “Iniciamos nossa jornada há nove anos, fazendo um caminho não convencional para uma startup: conseguimos nosso espaço no mercado externo, estabelecendo parcerias sólidas e de longo prazo. Desenvolvemos projetos para big players no mercado internacional de semicondutores e com um posicionamento de grande relevância na área de IoT”, revela.

Para chegar onde estão, ambos os sócios fundadores atuaram no mercado europeu antes de criar a empresa, em países como Portugal e Suíça, buscando paralelamente especializações na área. “Essa trajetória, muito mais que uma escolha, foi uma necessidade frente às limitações no ecossistema de semicondutores brasileiro. Neste momento, podemos olhar com mais propriedade para o mercado nacional e colocarmo-nos como agentes para o desenvolvimento da microeletrônica e consequentemente da indústria brasileira”, explica Pessatti.

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