Como bancos no Brasil lidam com blockchain e bitcoin?

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1:15 pm - 16 de maio de 2016
Bancos no Brasil estão atentos às novas tecnologias bancárias, como o blockchain, tecnologia por trás do bitcoin. O consenso, no entanto, é de que há ainda longo caminho para que uma moeda virtual ganhe forte notoriedade. O que os bancos acreditam é que o blockchain terá, sim, papel fundamental no novo universo financeiro, pautado pelo digital.
“O blockchain é uma forma segura de transportar ativos e é bem-vindo, podendo ser usado pelos bancos para uma série de aplicações, podendo gerar protocolos mais simples e mais rápidos. Mas o bitcoin, por não ser regulado por uma entidade central, flutua muito e pode não fazer sentido para algumas aplicações”, acredita Maurício Minas, vice-presidente de tecnologia do Bradesco
Concorda com ele Roberto Zambon, diretor de tecnologia da Caixa Econômica Federal: “O bitcoin não necessita de um banco por trás e por não ser regulado varia muito. Ele já chegou a variar 300% em um único dia. Isso não é sustentável.” 
O Itaú está de olho no blochchain, garante Ricardo Guerra, diretor-executivo de Sistemas e Arquitetura de TI do Itaú Unibanco. Tanto é que no último mês o banco assinou acordo de parceria com a R3 para o desenvolvimento de soluções a partir de tecnologias compartilhadas de ledger, cuja base é o blockchain. 
O Itaú foi a primeira empresa da América Latina a entrar para o consórcio, que reúne mais de 40 das maiores instituições financeiras do mundo. “Nossa intenção é estudar esse mercado e verificar as possibilidades”, diz.
Essa e outras discussões de como os bancos estão se adaptando às novas realidades digitais serão temas discutidos na edição de junho da Revista IT Forum. Fique de olho!

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