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Com baixa demanda por Windows, lucro da Microsoft cai 10%

A Microsoft reportou queda de 10% no
lucro líquido no segundo trimestre fiscal de 2015, apesar do aumento de 8% na
receita em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo resultados
divulgados na segunda-feira (27/1).

A companhia registrou lucro líquido de US$ 5,86 bilhões e receita de US$ 26,5 bilhões no período. No mesmo trimestre do
último ano, o lucro alcançado foi de US$
6,56
bilhões. A receita total aumentou 8%, batendo US$ 26,47 bilhões, enquanto a
previsão dos analistas apontava para US$ 26,3 bilhões.
 

A empresa atribui a redução nos lucros aos US$ 243 milhões gastos com a integração da divisão de
celulares da
Nokia, especialmente com os cortes de funcionários. Além disso,
aponta o baixo desempenho das vendas de computadores pessoais no trimestre (o
que impactou na redução da receita em Windows e Office), bem como a alta do
dólar. 

Outro fator é o impacto gerado pelos tablets de preços mais
baixos fornecidos em alguns mercados, já que a companhia não lucra tanto com a
venda de Windows desses dispositivos.

Enquanto o segmento de software corporativo (Windows, Office
e produtos de computação) sofreu
queda de
4,6% em relação
ao mesmo período do ano anterior,
suas ofertas de cloud e servidor ajudaram a equalizar as perdas com Windows.

 O desempenho desse negócio ficou abaixo da expectativa dos
analistas, e acima dos 9,5% e 10,5% de crescimento nos dois trimestres
anteriores, respectivamente. Desse modo, os anúncios feitos com o Windows 10,
na semana passada, soam como uma primeira tentativa sinalizada pela para
melhorar o cenário.

Já o negócio de nuvem (Office 365, Azure e outros softwares
para equipes de venda) mais que dobrou no trimestre, totalizando US$
1,3 bilhão. Apesar de representar 5% da receita
total da Microsoft, o negócio de cloud é muito importante para o futuro da
companhia. De acordo com a empresa, os clientes corporativos ajudarão a
impulsionar produtos e contratos de longo prazo de software em software.

 Também foi anunciada uma previsão financeira para o restante
do ano fiscal, que encerrará em junho, inferior às estimativas do mercado. De
acordo com a companhia, a projeção foi motivada pela alta do dólar, que também
deve levar ao crescimento de 4% na receita no próximo trimestre, que termina em
março. 

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