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Com alta de 25% na América Latina, VMware não vê mercado muito atrás dos EUA ou Europa

O mercado latino-americano é um dos que trazem altos índices de crescimento na receita da VMware. No ano passado, a alta foi de 25% – e embora neste ano a expectativa seja menor, ainda deve estar na casa dos dois dígitos na comparação ano a ano. No ano passado, inclusive, a empresa de virtualização e nuvem fechou seu maior contrato na história da região, uma conta do governo cuja localidade não foi revelada.
“Os clientes mais avançados no Brasil não ficam atrás de bancos e telcos dos Estados Unidos ou Europa. Costumo comparar com o tema de segurança – o primeiro banco a receber um cheque num caixa automático foi no Chile; no Brasil, quase 100% dos cartões usam chip e aqui [nos EUA] não é nada disso”, compara o COO para América Latina da VMware, FJ Gould.
Além disso, o gerente de engenharia de pré-venda da VMware para Brasil e Cone Sul, André Andriolli, reforça que os desafios que os CIO latino-americanos enfrentam não são diferentes daqueles pelos quais passam as multinacionais de mercados mais maduros. “Todas as empresas buscam otimizar suas estruturas de data center por software. Todos têm a mesma pressão de custos, e também de agilidade. Uma companhia que não age tão rápido quanto a concorrência, vai pagar o preço por isso amanhã”, compara.
E, no caso de infraestruturas – seja data center definido por software ou ambientes em nuvens públicas, privadas ou híbridas – Andriolli lembra que todas as organizações enfrentam uma forte ruptura da questão cultural da TI, um movimento natural. E o caminho para o software é inevitável, tanto que ganhou espaço no discurso de empresas tradicionais de software, lembra o COO Gould. “A diferença é que a VMware é a única dessas empresas que desde sua fundação, trabalha com software. Esse é nosso negócio, sempre foi nosso foco”, lembra.
Cenário local
A empresa está consciente que algumas companhias brasileiras, especialmente as mais recentes e PMEs, saem na frente porque o legado é bem menor em comparação com organizações já estabelecidas. “Vimos uma adoção direta de smartphones no Brasil e em outros países do continente, antes mesmo do PC. Por isso, sabemos que com a nuvem não será diferente”, considera o diretor de produto para serviços de nuvem híbrida, Angelos Kottas.
No caso do Brasil, outros importantes fatores influenciarão no desempenho local. Além da Copa do Mundo da Fifa, que por um mês alterou o cenário local, a variação cambial irá impactar os resultados desse ano. “Nós vendemos software em dólar, e se o dólar tem uma desvalorização, nosso produto fica mais caro”, lembra Gould.
Kottas reforça que para crescer na região, o investimento em parceiros é essencial. Nos próximos meses, a categoria de service providers irá receber mais aporte para oferecer soluções e suporte mais completos associados à vCloud, um dos produtos que se destaca na região. “Nossa estratégia de nuvem, principalmente para mercados emergentes, depende muito do nosso ecossistema de parceiros. Mais da metade de nossos serviços em nuvem, mundialmente, está nas mãos de revendas”, finaliza o executivo.

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