Com 165 novas funcionalidades em 2011, Google explica desenho de produtos

Com 165 novas funcionalidades lançadas no ano passado, o Google é categórico quanto ao processo que segue para formular o desenho final de seus produtos: a forma como o internauta interage com suas soluções é o que dita o formato e as funcionalidades. A explicação foi dada nesta terça-feira (24/04), durante o primeiro Atmosphere on Tour realizado pelo Google no Brasil, por Shailesh Rao, diretor de novos produtos da companhia.
“Não ficamos 18 meses pesquisando e desenvolvendo um produto, que é a média do mercado, para depois entregar para o consumidor e falar: pronto, esta é a melhor aplicação e é disso que você precisa”, alfinetou o executivo.
Conforme o executivo, as ideias surgem paulatinamente e versões beta dos produtos chegam às mãos dos consumidores, que, pelo uso, serão responsáveis por melhorias ou finalizações de ideias (vide o inesquecível Google Wave). “Não acreditamos no modelo convencional: lançamos e chutamos, lançamos e chutamos… o que achamos que está pronto – e não perfeito – deixamos para você usar e treinar. Com isso, temos um feedback e fazemos um novo lançamento”, adicionou, alertando: “a tecnologia não deve ser orientada a negócios ou a máquinas, mas a pessoa. Tem de ser intuitivo, social e simplesmente funcionar. Quando pensamos um produto, pensamos: como entregamos isso?”.
Exatamente por conta desse objetivo de focar pessoas e não linhas de negócios que o Google entrou nas empresas balizado, em especial nos últimos anos, com o movimento de consumerização. Já que o conceito corporativo e pessoal não são funcionalidades separadas do ser humano, entrar na vida de usuários como algo intuitivo foi o caminho escolhido para abocanhar o mercado corporativo. E o conceito de simplicidade é considerado em todos os momentos. “Não criamos um Gmail para uma escola, para um governo… mas para bilhões. Uso o mesmo produto em todo o mundo. se focarmos no usuário, funciona”, disse.
“As 165 funcionalidades de 2011 não vieram de um dia para o outro, foi ao longo do tempo. Desde que lançamento o Google+, foi uma média de uma nova funcionalidade ao dia”, contextualizou. O mesmo aconteceu com o serviço Google Maps, explicou Rao. Quando foi lançado, eles sabiam que o modelo não era o mais adequado. Já à época, eles acreditavam na interatividade e formas de visualização diferenciadas (como o demonstrado pelo Street View), mas que isso não era adequado à época.
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