Muita Gestão! Pouca Governança!

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9:51 am - 14 de agosto de 2013

Após alguns dias da desclassificação do Brasil na Copa do mundo e após as fortes emoções, podemos refletir um pouco do que aconteceu. Principalmente com uma visão estratégica e estrutural.Entendo que a seleção brasileira teve muita gestão e puuca governança. Regras de comportamento, definição de comunicação com a imprensa, maneiras de treinar e outros controles, funcionaram como uma gestão efetiva. Até gestão de cada jogador, como por exemplo a de Robinho (?Quero ser eleito o melhor jogador da Copa 2010?), como de outros como Káká, que mesmo sem estar cem por cento pronto para a copa, o que queria (e conseguiu) jogar. Felipe Melo, tinha sua própria gestão: bater maldosamente e com a maior cara de pau, dizer que faz apenas jogada dura.Faltou governança, onde todas as ações deveriam estar alinhadas com a vontade do povo brasileiro: ganhar a Copa 2010. Se determinado jogador não estava cem por cento e isto poderia comprometer o objetivo: não se coloca. Se o goleiro precisa estar suportado por uma parafernalha de grades metálicas para funcionar bem: isto pode comprometer o desempenho e consequentemente o prêmio maior.Se discussão e mau humor para com a imprensa não ajudam, o treinador tem que superar seus problemas.A governança tem que ser explicita e os atores (não só os jogadores) tem que estar cientes para onde se vai. A governança tem que sobrepor e se impor perante a gestão. Se não, teremos: boa gestão, governança frágil e objetivo não atingido.Sei que no caso da seleção brasileira de futebol o um ambiente externo (condução, patrocinadores, etc…) é extremamente complexo e cheio de situações políticas. Mas quem disse que o ambiente das organizações é simples?No ambiente empresarial e organizacional é uma Copa do Mundo em cada dia! Com Vuvuzelas e outras pressões. Edison Fontes, CISM, CISA Consultoria em Segurança da Informação.[email protected]

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