Crédito do Trabalhador completa um ano como importante ferramenta de inclusão financeira
Cerca de 21 milhões de contratos foram registrados até o último dia 17 de março, beneficiando mais de 9,4 milhões de trabalhadores

Por Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)
A demanda represada por recursos financeiros, uma velha conhecida do setor de crédito, comprovou mais uma vez sua persistência quando há um ano o governo federal lançou o Crédito do Trabalhador, programa de crédito consignado privado voltado aos trabalhadores e trabalhadoras celetistas, incluindo MEIs, empregados domésticos e rurais. Parcela da população que historicamente enfrenta maiores barreiras para acessar produtos e serviços financeiros em instituições tradicionais, esse contingente de brasileiros teve acesso a mais de R$ 117 bilhões em empréstimos por meio da iniciativa, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ainda segundo o MTE, cerca de 21 milhões de contratos foram registrados até o último dia 17 de março, beneficiando mais de 9,4 milhões de trabalhadores. Vale a pena destacar que desse montante R$ 33,2 bilhões foram destinados a pessoas que recebem entre um e quatro salários mínimos.
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Mais do que se consolidar como uma importante ferramenta de inclusão financeira, o programa demonstrou também logo de cara o apetite da população por crédito. Para se ter uma ideia, em agosto de 2025 o volume total concedido era de R$ 31,8 bilhões. Um mês depois, em setembro, o montante atingiu a casa dos R$ 61 bilhões. Um salto considerável.
Movimento que tem tudo para se intensificar com o avanço de ações futuras capazes de potencializar ainda mais a iniciativa, tais como a gestão de margens e de autorização ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central (SCR), além da migração automatizada do contrato para o novo vínculo empregatício do tomador, o Crédito do Trabalhador conta com a força das fintechs de crédito para seu sucesso. Graças à interlocução das entidades representativas do setor com a Secretaria de Proteção ao Trabalhador (SPT), do MTE, entre outros órgãos, as empresas de crédito digital tiveram as especificidades de seus modelos de negócios reconhecidas e puderam atuar com isonomia competitiva no mercado do consignado privado.
Assim como há pouco mais de dez anos o cenário de crédito começou a mudar com a chegada das fintechs, que ano a ano ampliam sua participação, principalmente democratizando o acesso a quem antes era invisível ao sistema financeiro, o consignado privado tem tudo para seguir fortalecendo essa marcha. De acordo com números do governo federal, o país soma 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que pode resultar em cerca de 25 milhões de pessoas beneficiadas com o consignado privado em até quatro anos. Uma ótima notícia para o Brasil e para nossa economia.
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